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26/07/2011 - 18:33hs
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Rio testa diesel de cana em ônibus

Nos próximos 12 meses, o Rio vai testar a adição de 30% de diesel de cana-de-açúcar ao diesel tradicional. O produto foi desenvolvido pela Amyris Brasil.



Rio de Janeiro - O projeto Diesel de Cana - rumo a 2016, que usa tecnologia sustentável desenvolvida pela empresa Amyris Brasil, foi lançado neste terça-feira (26), no Rio, durante o 1º Seminário de Tecnologias Sustentáveis no Transporte. A iniciativa é resultado de parceria entre o governo fluminense, a prefeitura carioca e a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor).

Nos próximos 12 meses, o projeto testará a adição ao diesel fóssil de 30% de diesel obtido a partir da cana-de-açúcar em ônibus do Rio de Janeiro. Os resultados dos testes serão apresentados durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, que ocorrerá na capital fluminense, em junho de 2012.

O gerente de Planejamento e Operações da Fetranspor, Guilherme Wilson, disse que o diesel de cana é um combustível que não está ainda disponível no país em termos comerciais e que os resultados do teste determinarão a estratégia de adoção do produto.

A avaliação de desempenho, de redução de emissões, controle de consumo, impactos na durabilidade e nos dispositivos de injeção de motor durante os testes será feita pela Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), em conjunto com a Mercedes Benz, a BR Distribuidora e a Michelin, também parceiras no projeto.

"A gente está falando de um potencial de redução de emissão de gases de efeito estufa de até 90% porque o combustível é feito a partir de biomassa renovável, no caso a cana-de-açúcar. Em vez de o usineiro fazer álcool, ele pode botar a matéria-prima em outra linha e fazer diesel", assinalou Wilson.

O presidente da Amyris Brasil, Paulo Diniz, informou que já foram feitos testes em São Paulo e eles foram positivos. A empresa investiu cerca de US$ 500 milhões no desenvolvimento dessa nova tecnologia.

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