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04/07/2014 - 07:00hs
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Projeto Copa mostrou mais do Brasil aos árabes

Importadores que participaram de rodadas e visitas durante a Copa do Mundo puderam negociar e também conhecer as fabricantes brasileiras. Câmara Árabe e Apex esperam boas vendas futuras.



São Paulo – As rodadas de negócios realizadas no âmbito do Projeto Copa do Mundo entre importadores árabes e empresas brasileiras foram positivas e devem gerar negócios futuros. Acima disso, porém, a vinda de compradores do Oriente Médio e Norte da África ao País possibilitou que eles conhecessem mais sobre os produtos e as fábricas brasileiras, fortalecendo o relacionamento entre as partes e impulsionando novas vendas. 

Marcos Carrieri/ANBA

Trinta empresas participaram da primeira etapa das rodadas

Esta é a avaliação geral feita pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) sobre os encontros promovidos em parceria pelas entidades. O projeto trouxe importadores árabes ao Brasil como convidados, durante a Copa do Mundo, para conhecer as indústrias brasileiras, negociar com empresários locais e também ver os jogos.

As negociações e as visitas às plantas aconteceram nos meses de junho e julho. Elas envolveram  compradores árabes de alimentos e materiais de construção e fornecedores nacionais da área.

“Unir as rodadas às visitas dá uma nova visão a esses importadores. Eles puderam ver in loco as instalações das empresas e suas estratégias em relação ao mundo árabe. É um sistema que permite ter um contato maior entre empresas e importadores”, destacou Michel Alaby, diretor-geral da Câmara Árabe.

“Os empresários aproveitaram os contatos feitos durante os jogos e levaram os compradores para conhecer suas unidades de produção e isso foi excelente”, complementou Rafael Gratão, assessor da gerência executiva de Imagem e Acesso a Mercados da Apex-Brasil.

Boas perspectivas

Na primeira rodada de negócios, nos dias 09 e 10 de junho, participaram as empresas importadoras de alimentos Al Islami Foods e Choithraim, ambas dos Emirados Árabes Unidos, e Al Yasra, do Kuwait. Elas tiveram contato com 30 fornecedores brasileiros. Segundo dados compilados pela Câmara Árabe, uma das companhias brasileiras fez negócio já durante a rodada e oito empresas esperam fechar negócios nos próximos 12 meses, em valores que variam de US$ 100 mil até US$ 5 milhões.

No dia 26 de junho aconteceram as rodadas com as empresas do setor de construção Bajafar, do Sudão, Atraco, da Arábia Saudita, e ITG Construction, do Kuwait. No dia 02 de julho, foi a vez das empresas de alimentos do Norte da África Ragab Sons Group, do Egito, Onab, da Argélia, e Koutoubia, do Marrocos, se encontrarem com os brasileiros. Os dados de negócios destas últimas rodadas, no entanto, ainda não estão disponíveis. Vale lembrar que estes dois últimos eventos tiveram, juntos, a participação de 23 companhias nacionais.

De acordo com Alaby, todos os importadores deram perspectivas positivas sobre fechamento de futuros negócios. Como ponto a ser melhorado eles apontaram a importância de poderem negociar com brasileiros que falem inglês.

“Sem dúvida que os importadores saem com uma imagem positiva (das empresas nacionais). Para alguns compradores é muito importante fazer um contato mais próximo com os empresários brasileiros”, afirmou Gratão.

Para longo prazo

Alaby apontou ainda que os negócios com os árabes levam certo tempo para fechar. “São negócios que vão maturando. Eles vêm aqui buscando relacionamento, confiança e parceria de longo prazo”, disse.

O diretor da Câmara Árabe afirmou também que a entidade planeja realizar novos encontros no mesmo modelo. “Uma das prioridades para os próximos anos é termos mais desse tipo de promoção, em que se possa mostrar mais o Brasil”, completou.

O próximo projeto da Câmara Árabe, aliás, já está sendo desenvolvido em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica (Abiquifi). Em agosto, quando ocorre a CPhi South America, principal feira do setor no continente, que será realizada em São Paulo, as entidades trarão juntas 11 importadores do Egito, Iêmen, Emirados, Jordânia, Iraque e Kuwait.

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