logo_anba_pt logo_camera_pt
04/11/2015 - 18:34hs
Compartilhe:

Brasil traz araras azuis do Catar

Vinda dos animais é parte de acordo assinado entre o Ministério do Meio Ambiente e a Al Wabra Wildlife Preservation, que protege em cativeiro animais ameaçados de extinção ou já extintos da vida selvagem.



São Paulo - Em mais uma etapa na tentativa de reintroduzir as araras-azuis na natureza, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) recebeu no fim de outubro dois animais da espécie, que pertencem à Al Wabra Wildlife Preservation, instituição localizada em Doha, no Catar, que preserva animais ameaçados de extinção. A ANBA adiantou, em janeiro deste ano, que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, iria pedir animais pertencentes à Al Wabra (veja no link ao final do texto).

Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (04) pelo Ministério do Meio Ambiente, um casal de ararinhas, como elas são apelidadas, chegou ao Brasil vindo da Al Wabra em 26 de outubro. Os animais foram desembarcados no Aeroporto Internacional de São Paulo e de lá levados ao quarentenário do Ministério da Agricultura em Cananeia, no litoral de São Paulo. O casal deverá ficar lá até o começo da próxima semana.

Chamadas de Rory e Amber, as aves foram trazidas ao Brasil para formar pares e produzirem filhotes. Segundo o comunicado, o diretor do Departamento de Espécies do Ministério (Desp/MMA), Ugo Vercillo, afirmou que a expectativa da instituição é trazer mais animais da Al Wabra para que seja criado, em parceria com a instituição do Catar, um centro de reprodução e soltura das aves na Caatinga, que é o hábitat natural delas. Depois disso, o objetivo é soltar as araras na natureza.

A arara-azul é original do município de Curaçá, no interior da Bahia, onde a Al Wabra tem uma fazenda. Ela, contudo, está extinta da natureza e só existe em cativeiros. Alguns dos locais que preservam o animal estão no Brasil, Catar e Alemanha. A ararinha-azul da espécie Cyanopsitta spixii, que veio do Catar, é uma das quatro espécies de araras inteiramente azuis de que se tem conhecimento. Uma já não existe mais, pois foi extinta em 1892. Das outras duas, uma espécie vive na região de Juazeiro do Norte, no Ceará, e a outra, no Pantanal. São maiores do que a ararinha, que atinge até 57 centímetros de comprimento e vive aproximadamente 40 anos.

O objetivo do Ministério do Meio Ambiente é começar os testes de soltura na natureza em 2017 e devolvê-lo à vida selvagem a partir de 2021. No entanto, para que essa meta seja alcançada, é preciso cooperação entre as instituições donas dos animais para que se reproduzam mais e para que tenham cada vez menos contato com o homem. Para retornar ao seu hábitat, os animais precisam “conhecer” seus predadores, assim como saber encontrar seus alimentos.

A Al Wabra era administrada pelo ex-ministro da Cultura do Catar, Saoud Bin Mohammed Bin Al Thani, que morreu no ano passado. Além das araras azuis, Al Thani e os profissionais da Al Wabra se dedicam à preservação de antílopes, gazelas e plantas. 


Enviar por E-mail:





Comentários

Seu comentário será enviado para um moderador antes de ser publicado.





imagem_form