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22/06/2016 - 17:34hs
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Cooperação Sul-Sul ajuda a desenvolver África

Intercâmbio sobre programas sociais entre países menos ricos auxilia no combate à pobreza e no desenvolvimento destas nações. Relatório do Pnud mostra experiência brasileira.



São Paulo – A cooperação Sul-Sul foi recomendada pela Organização das Nações Unidas como ferramenta para o desenvolvimento sustentável da África em um relatório lançado nesta quarta-feira (22) em Botsuana, em um encontro da União Africana. O documento “Proteção Social para o Desenvolvimento Sustentável: Diálogos entre África e Brasil” foi publicado pelo Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Centro RIO+, e o Centro Regional do Pnud para a África.

O relatório destaca os programas de proteção social como ferramentas chaves para o combate à pobreza e à fome e afirma que isso foi demonstrado por países que obtiveram progressos substanciais na área, como Brasil, Etiópia e Senegal. “Estes e outros exemplos mostram claramente que a proteção social tem potencial para contribuir significativamente para o desenvolvimento sustentável em longo prazo”, afirma a documento.

O Pnud mostra no documento as experiências brasileiras e o cooperação que o País estabeleceu para ajudar nações africanas a implementarem seus programas sociais. O órgão das Nações Unidas faz recomendações de ações para construção da proteção social como meio de alcançar o desenvolvimento sustentável, como o reforço da cooperação entre países em desenvolvimento. O relatório aponta que esse intercâmbio traz oportunidades valiosas, trocas de experiências e debate sobre as práticas bem sucedidas, além de ajudar a ultrapassar problemas comuns iniciais.

As Nações Unidas pedem expansão da agenda tradicional para proteção social, com ações mais amplas e que deem resultados e mudanças sustentáveis em longo prazo. Ela solicita medidas como o estabelecimento da proteção social como direito humano, para que a proteção social seja capaz de se sustentar e prosperar mesmo em momentos de crise econômica. O relatório também sugere que haja adaptação das medidas de proteção social ao contexto local, que sejam feitas ações para aumento da resistência em caso de desafios como desastres naturais, crises econômicas, aumento de preços de alimentos, instabilidade política, entre outros.

O relatório ainda sugere que a proteção social também leve em conta as preocupações ambientais, já que pessoas em vulnerabilidade social são muitas vezes dependentes de agricultura de subsistência e atividades extrativas e, por isso, fortemente afetadas por desastres naturais. Também afirma que é preciso que os governos garantam o financiamento das medidas sociais em seus orçamentos, e o veja como prioritário, entre outras ações.

O relatório vai de encontro à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que foi adotada no ano passado pelos estados membros da ONU em sua assembleia geral em Nova Iorque, para que sejam alcançados os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

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