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01/08/2016 - 07:00hs
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Muçulmanas influenciam moda no mundo e Brasil

Do ano passado para cá aumentaram criações de grifes mundiais para islâmicas. No Brasil, peças como os caftans têm boa aceitação. Mulheres não muçulmanas também aderiram.



Dolce & Gabbana

Dolce & Gabbana: em busca da cliente islâmica

São Paulo – As grifes de confecções e redes de varejo internacionais abriram um espaço nas suas araras para a moda das muçulmanas. No Brasil, ela também pode ser vista nas coleções de algumas marcas. O jeito de se vestir das islâmicas ganhou criações entre os grandes nomes do setor do ano passado para cá. “O mundo islâmico vem chamando a atenção”, diz a consultora de moda Ana Paula Lima.

Entre as que tomaram a iniciativa de incluir a moda islâmica entre suas peças, com véus e roupas mais fechadas, estão a italiana Dolce & Gabbana, que no começo deste ano lançou uma linha com véus e túnicas até o tornozelo. A rede de varejo sueca H&M também passou a comercializar peças voltadas para as islâmicas. Houve ainda, entre ao ano passado e este, o anúncio de moda ao estilo muçulmano de empresas como a rede de varejo japonesa Uniqlo e a inglesa Marks &Spencer.

A consultora Lima acredita que há uma percepção de que esse é um mercado carente na moda e que vem crescendo e gerando bilhões. “Também cada vez mais os países ocidentais convivem com mais pessoas do mundo islâmico, a comunidade muçulmana cresce no mundo, gerando assim uma demanda de moda para esse nicho”, afirma.

A moda apareceu em desfiles, mas também é usada nas ruas, tanto por quem é seguidora da religião como por outras consumidoras. “Algumas mulheres usam peças pontuais por serem novidade e tendência de passarela, o caftan já se tornou peça popular no mundo ocidental, os lenços na cabeça também já são vistos e usados com mais naturalidade por mulheres ocidentais”, afirma a consultora de moda.

Mas ela afirma que o foco das marcas são mesmo as islâmicas. “Assim como fizeram linhas petit ou plus size, é esse um nicho que elas querem atingir”, diz Lima. Tanto que onde as peças de roupas para islâmicas podem ser mais vistas é na França, principalmente em Paris, que, além de ser a capital mundial da moda, tem uma comunidade islâmica muito grande, afirma a consultora.

No Brasil, o movimento existe, mas é mais tímido. Ana Paula Lima afirma que não viu essa influência muito forte nos últimos desfiles de moda, os do verão 2016/2017, realizados em abril. Há, no entanto, algumas iniciativas dentro das coleções inspiradas na moda das muçulmanas, como os caftans, bordados em pedrarias e vestidos até os tornozelos. “Os caftans já viraram peças que aparecem em quase todos os desfiles de moda praia”, afirma.

Entre os elementos de moda islâmica nas marcas brasileiras, Lima cita os bordados da PatBo, os caftans da Adriana Degreas, os vestidos longos e túnicas fechadas da Iódice, Paula Raia e Gloria Coelho. “Além dos caftans, que foram bem aceitos e mais ainda na moda praia, os lenços também foram bem aceitos”, diz, citando ainda nesta lista os bordados para vestidos de festa, algo que é muito comum e apreciado pelas mulheres árabes em geral.

A consultora lembra, porém, que a brasileira não gosta de tampar todo o corpo e por isso as túnicas muito pesadas não pegaram muito. No mundo, a moda islâmica pode ser traduzida em caftans, bordados em pedrarias, decotes mais fechados, mangas compridas e lenços na cabeça.

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