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06/03/2017 - 07:00hs
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Egito busca mais comércio e investimento no Brasil

Demandas foram apresentadas ao presidente da Câmara Árabe, Rubens Hannun, pelos titulares das pastas do Abastecimento, do Comércio e dos Investimentos da nação árabe.



São Paulo – O presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun, teve neste final de semana, no Cairo, uma série de reuniões com autoridades do primeiro escalão do governo egípcio para discutir formas de aumentar o comércio, os investimentos e a cooperação entre o Brasil e o Egito.

Divulgacão

Hannun com a ministra Sahar Nasr: procura por investidores

No sábado (04), ele esteve com o ministro do Abastecimento, Ali Moselhy. Os países árabes em geral, e o Egito em especial, têm grande preocupação com a segurança alimentar, pois não produzem o suficiente para atender a demanda interna e precisam importar grandes quantidades de alimentos.

“Vamos estudar juntos formas de facilitar o abastecimento do Egito, debatemos bastante esta questão”, destacou Hannun. A cooperação bilateral na área agrícola e de produção de alimentos já havia sido tema de uma reunião que o presidente da Câmara Árabe teve na semana passada com o presidente do Conselho de Exportação Agrícola do Egito, Abdel Hamid Demerdash, conforme a ANBA noticiou na última sexta-feira.

Os egípcios solicitaram que a Câmara Árabe ajude a encontrar novos exportadores de alimentos no Brasil, para que o país árabe diversifique seus fornecedores. Participaram do encontro também o gerente de Relações Governamentais da Câmara, Tamer Mansour, a ministra conselheira da embaixada brasileira no Cairo, Marisa Kenicke, e a funcionaria do Setor Comercial da representação diplomática, Dina Mongy.

Neste domingo (05), Hannun e Mansour foram recebidos pela ministra dos Investimentos e da Cooperação Internacional, Sahar Nasr. Ela pediu a colaboração da Câmara Árabe para atrair mais investidores brasileiros ao país árabe. O Egito negocia com o Brasil um Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI), proposto pelo Itamaraty no final do ano passado. O embaixador do Brasil no Cairo, Ruy Amaral, participou da reunião.

A ministra acrescentou que uma nova lei de investimentos está prestes a ser aprovada pelo Parlamento, e que ela irá enviar o texto à Câmara Árabe para tradução e distribuição para potenciais investidores. A norma promete facilitar os investimentos, a abertura de empresas, a repatriação de recursos, entre outras medidas.

Foi discutida ainda a possibilidade da realização de um fórum para empresários brasileiros com o objetivo de divulgar as oportunidades de investimentos no Egito.

Livre comércio

Também no domingo, os executivos da Câmara Árabe se encontraram com o ministro da Indústria e Comércio, Tarek Kabil, acompanhados de Marisa Kenicke e Dina Mongy, da embaixada.

Divulgação

Hannun (E) e o Ministro do Comércio: tratado com Mercosul vai beneficiar Egito

 A importância da ratificação o mais rápido possível do acordo de livre comércio Mercosul-Egito foi um principais temas discutidos. A Argentina é o único país envolvido que ainda não ratificou, mas espera-se que o faça em breve.

Os egípcios querem que o tratado entre em vigor para facilitar a entrada de seus produtos nos mercados do bloco sul-americano e equilibrar a balança comercial, principalmente com o Brasil.

O ministro pediu ainda empenho da Câmara Árabe na consolidação do Conselho Empresarial Brasil-Egito, colegiado formado por representantes do setor privado que discute entraves, soluções e oportunidades nos negócios bilaterais e faz sugestões ao poder público.

Os representantes da entidade brasileira contaram ao ministro que empresas egípcias vão participar da próxima edição da Feira da Associação Paulista de Supermercados (Apas), em maio, e que a Câmara fez recentemente um acordo com o Escritório Comercial do Egito em São Paulo para tradução de documentos para registro de produtos do país árabe no Ministério da Agricultura do Brasil, permitindo sua comercialização.

“As reuniões com os três ministros demonstraram a importância que o Egito dá à relação com o Brasil e o papel da Câmara Árabe neste contexto”, destacou Hannun.

Os representantes da entidade tiveram ainda uma reunião com executivos da empresa cristais Asfour, que já tem negócios no Brasil, mas quer ampliar suas opções de venda no País. O CEO da companhia, Omar Asfour, é membro do Conselho Empresarial.

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