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20/03/2017 - 18:56hs
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Governo e setor defendem qualidade da carne brasileira

Para associações empresariais, casos isolados não podem 'contaminar' a imagem da indústria como um todo. Presidente Michel Temer diz que a operação Carne Fraca investiga apenas 21 frigoríficos num universo de 4,8 mil.



São Paulo – Representantes dos produtores brasileiros de carne reagiram nesta segunda-feira (20) à operação Carne Fraca, realizada pela Polícia Federal na última sexta-feira. Segundo os presidentes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, e da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Jorge Camardelli, os padrões sanitários do setor no Brasil são “modelo internacional” e eventuais desvios “representam uma fração mínima da produção brasileira”.

Para eles, casos isolados não podem “contaminar” a imagem da indústria como um todo. “A comunicação da operação policial ensejou generalizações, que tanto o governo federal quanto as entidades do setor estão esclarecendo aos consumidores brasileiros e mercado internacional”, disse Turra, segundo comunicado conjunto divulgado pelas duas associações. “Estamos aqui, ABPA e Abiec, juntas, para solidificar aos consumidores do Brasil e países importadores a orientação que podem consumir com segurança sanitária as carnes produzidas em nosso País”, acrescentou Camardelli.

Em coletiva de imprensa realizada em São Paulo, os executivos criticaram a maneira como a operação foi divulgada. “A comunicação ensejou uma imagem de que tudo aqui é ruim”, observou Turra, segundo a Agência Brasil. “Está muito claro que 99,9% dos produtores são corretos e inspecionam [os produtos]. A bioseguridade do Brasil é impecável”, destacou, acrescentando que o setor emprega mais de 7 milhões de pessoas e responde por 15% das exportações brasileiras.

O diretor técnico da ABPA, Rui Vargas, houve equívoco da PF ao qualificar parte das práticas investigadas como irregulares. “Todas as coisas que foram ditas são equivocadas tecnicamente”, ressaltou.

Na mesma linha, o presidente Michel Temer disse que os frigoríficos investigados são apenas uma pequena parte do setor - 21 estabelecimentos num universo de 4,8 mil - e as denúncias de corrupção envolvem apenas 33 funcionários públicos, entre os mais de 11 mil do Ministério da Agricultura.

“O agronegócio é para nós uma coisa importantíssima e não pode ser desvalorizado por um pequeno núcleo, uma coisa que será menor: apurável, fiscalizável e punível, se for o caso. Mas não pode comprometer todo o sistema que nós montamos ao longo dos anos. Exportamos para mais de 150 países”, declarou o presidente brasileiro em discurso na Câmara Americana de Comércio, em São Paulo, de acordo com a Agência Brasil. “Nós temos sistemas rigorosíssimos de avaliação sanitária aqui no Brasil”, acrescentou.

Embaixadores

No domingo, Temer se reuniu em Brasília com diplomatas de 33 países importadores de carnes do Brasil para tranquilizá-los sobre a qualidade dos produtos e falar do rigor do controle sanitário, depois convidou-os para jantar numa churrascaria.

Temer anunciou a criação de uma força-tarefa para acelerar o processo de auditoria dos frigoríficos citados nas investigações. Além disso, o Ministério da Agricultura anunciou a exoneração dos superintendentes da pasta no Paraná em Goiás e afastou os 33 servidores suspeitos de envolvimento no caso.

“Quando falamos ‘fiquem tranquilos’ é porque a gente conhece que a maior parte do nosso sistema, 99% dos produtores de alimentos no Brasil fazem a coisa transparente e séria”, declarou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, no domingo, em Brasília.

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