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31/03/2017 - 07:00hs
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Pronatec quer mandar máquinas aos países árabes

Representante da fabricante de máquinas para indústria plástica se reuniu com comprador egípcio na Plástico Brasil, na semana passada. Gerente prevê concorrência com asiáticos.



São Paulo – A turbulência nas economias brasileira e dos países vizinhos da América Latina, destino histórico das máquinas e equipamentos para a indústria plástica produzidos pela Pronatec Equipamentos, fez com que a empresa virasse os olhos para o outro lado do Oceano Atlântico. Exportar para o Norte da África e os países do Oriente Médio passou a ser um objetivo de curto prazo – e os primeiros passos para alcançá-lo já foram dados pela empresa de São Paulo. 

Na semana passada, o gerente de vendas Arnaldo Palermo participou da rodada de negócios do Projeto Comprador do Programa Brazil Machinery Solutions (BMS), parceria da Agência Brasileira de Promoções de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Uma das reuniões foi com o egípcio Sayed Morsy, único árabe que aceitou o convite da organização para participar da Plástico Brasil 2017.

“O Morsy compra muita máquina da Ásia e distribui pela região. A empresa dele é muito forte, tem muitos negócios principalmente no Norte da África”, diz Palermo, que participou da primeira reunião com um comprador árabe. “Já faz algum tempo que tentávamos descobrir como contata-los. Há anos temos interesse, mas não sabíamos como dar esse primeiro passo”.

O gerente admite que a missão não é nada fácil. Na região precisaria competir com as máquinas asiáticas, em especial as chinesas, que levam uma grande vantagem na questão do preço. “As nossas máquinas, porém, têm qualidade e fornecemos suporte diferenciado”, explica.

Outro ponto que joga contra são os desafios logísticos, uma vez que o custo do frete é elevado. Tanto que Palermo nem pensa em exportar apenas componentes, mas máquinas completas.

A Pronatec, sediada na zona oeste de São Paulo, tem cerca de 60 funcionários e um amplo portfólio de máquinas especiais para a indústria de embalagens flexível e de papel. O gerente não revelou o faturamento, mas admitiu que menos de 10% provém do mercado externo – segundo ele, o ideal seria alcançar 30% das receitas com exportações.

“Temos um histórico de exportações para Estados Unidos, Colômbia, Argentina. Na Plástico Brasil aproveitamos e conversamos com compradores de outras regiões, como o Egito e Rússia”, conta Palermo, que agora está debruçado sobre as cotações pedidas pelos compradores. “Foi uma participação muito positiva e agora esperamos retorno”.

Segundo a Apex-Brasil, os negócios gerados com o Projeto Comprador na Plástico Brasil deverão render US$ 30,680 milhões entre negócios fechados já na feira e outros encaminhados para os próximos 12 meses, incluídos aí todos os países participantes – além do egípcio, estiveram presentes compradores da Argentina, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Índia, México e Rússia. Foram promovidas 177 reuniões com 26 fabricantes do setor.

Contato
Pronatec - Arnaldo Palermo
Tel. + 55 (11) 3948-1881
E-mail: vendas@pronatec.com.br
Site: www.pronatec.com.br

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