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03/04/2017 - 18:04hs
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Superávit comercial é o maior para março

Saldo ficou positivo em mais de US$ 7 bilhões no mês passado. No acumulado do primeiro trimestre, superávit ficou em US$ 14,4 bilhões, recorde para o período.



São Paulo – A balança comercial brasileira encerrou o mês passado com superávit de US$ 7,145 bilhões, o melhor resultado para março em toda a série histórica, iniciada em 1989. Dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) nesta segunda-feira (03) apontam alta de 20,1% nos embarques em março em relação ao mesmo mês de 2016, com US$ 20,085 bilhões em receita. As importações somaram US$ 12,94 bilhões, crescimento de 7,1% na mesma base de comparação.

No trimestre, a balança registrou saldo positivo de US$ 14,424 bilhões. O resultado é recorde para os três primeiros meses do ano. As exportações somaram US$ 50,5 bilhões, um aumento de 20,4% sobre o primeiro trimestre de 2016, e as importações, US$ 36,042 bilhões, alta de 15,1% na mesma comparação.

Todos os segmentos de produtos registraram crescimento nas exportações em março, comparado com o mesmo mês do ano passado. Os básicos avançaram 29,7%, para US$ 10,014 bilhões, ao passo que os manufaturados cresceram 12,3%, somando US$ 7,24 bilhões, e os semimanufaturados subiram 12,3%, alcançando US$ 2,373 bilhões.

Segundo o MDIC, as exportações de carne cresceram 4,4% na média diária do mês passado, mesmo com os efeitos da Operação Carne Fraca deflagrada pela Polícia Federal, que gerou uma série de restrições ao produto brasileiro no exterior. A carne bovina foi a única a apresentar leve recuo no período, de 1,7%, enquanto as exportações de carne de frango cresceram 7% e as de carne suína avançaram 33,4%.

Para Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do ministério, já havia tendência de queda nas exportações da carne bovina desde o início de 2017, antes de a operação da PF ser deflagrada.

Segundo Brandão, de janeiro a março, as vendas externas do produto caíram 5,1% pela média diária em relação ao primeiro trimestre de 2016 (de US$ 18,7 milhões para US$ 17,2 milhões). O valor total exportado caiu 1,99% no mesmo período (de US$ 1,104 bilhão para US$ 1,082 bilhão).

Para ele, os danos causados pela descoberta de fraudes envolvendo frigoríficos e fiscais do Ministério da Agricultura foram revertidos. “O governo conseguiu reverter todos os principais mercados: União Europeia, Egito, Irã, Japão, Coreia do Sul. A análise é que o pior passou. Foi um susto, mas notamos que rapidamente os embarques se normalizaram e ainda encerraram o mês com crescimento na exportação de carnes”, declarou.

Produtos

O MDIC destacou ainda o crescimento de vendas de minério de ferro, petróleo bruto, soja em grão, minério de cobre e café em grão nos produtos básicos; hidrocarbonetos, tubos flexíveis de ferro/aço, veículos de carga, açúcar refinado, automóveis de passageiros, bombas e compressores, tratores, laminados planos, centrifugadores, polímeros plásticos, pneumáticos, óxidos/hidróxidos de alumínio e autopeças entre os manufaturados; e borracha sintética, semimanufaturados de ferro/aço, ferro fundido, madeira serrada, celulosa e açúcar bruto no grupo dos semimanufaturados.

Para o Oriente Médio, as exportações brasileiras cresceram 6,4% em março, puxadas pelos embarques de minério de ferro, carne de frango e bovina, bovinos vivos, farelo de soja, chassi com motor, tubos de ferro fundido, laminados planos, coque de petróleo, açúcar bruto e café em grão.

Importações

Já nas importações, o MDIC destacou o crescimento de 14,4% em combustíveis e lubrificantes, 10,6% em bens intermediários e 1% em bens de consumo, enquanto houve retrocesso de 10,5% nas compras externas de bens de capital.

Os desembarques do Oriente Médio recuaram 22,3% no mês, puxados por petróleo bruto, óleos combustíveis, gás natural, querosene de aviação, fosfatos de cálcio, alumínio em desperdícios, hidrocarbonetos, fios de fibras têxteis, fios elétricos, sucos e extratos vegetais e borracha sintética.

* com informações da Agência Brasil

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