logo_anba_pt logo_camera_pt
18/04/2017 - 07:00hs
Compartilhe:

Tunísia espera liberação de US$ 319 milhões do FMI

Equipe do organismo esteve em Túnis e fez revisão do acordo que mantém com o país árabe. Saúde das finanças públicas, geração de empregos e proteção social devem ser priorizados para economia avançar.



São Paulo - É preciso ação forte e urgente do governo da Tunísia para que seja mantida a estabilidade econômica do país e impulsionada a criação de empregos. A necessidade de implementação de medidas ficou acertada entre os líderes do país árabe e uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que esteve em Túnis nos últimos dias.

O grupo viajou ao país liderado pelo economista Björn Rother para revisão do programa levado adiante com a instituição financeira, a Facilidade de Financiamento Estendida. A aprovação pela diretoria do FMI da revisão implicará a liberação de US$ 319 milhões para a Tunísia, somando US$ 638,5 milhões em recursos disponibilizados até o momento.

A equipe do FMI parabenizou a determinação do governo para agir com rapidez. De acordo com Rother, a economia tunisiana enfrenta desafios significativos, como déficit fiscal e externo em níveis recordes, inflação em alta e dívida pública crescente, que ficou em 63% do Produto Interno Bruto (PIB) ao final do ano passado.

“Espera-se que o crescimento dobre em 2017, para 2,3%, mas ainda permanecerá muito baixo para que seja reduzido significativamente o desemprego, especialmente nas regiões do interior e entre os jovens”, disse o economista em material divulgado pelo FMI.

Devem estar no cerne da estratégia econômica do governo criar mais oportunidades econômicas e proteger a saúde das finanças públicas. No curto prazo, as prioridades devem ser o aumento da receita tributária, reformas no setor público que coloquem a massa salarial num patamar sustentável, redução de subsídios de energia e cobertura de déficit na Previdência.

O FMI também pede aumento dos gastos sociais e direcionamento da rede de proteção social para que o poder de compra dos mais vulneráveis seja protegido. O organismo afirma que uma política monetária mais restritiva ajudará a conter a pressão inflacionária e dará mais flexibilidade às taxas de câmbio para reduzir o déficit comercial.

A participação da Tunísia no G-20 Compacto com a África, parceria entre o grupo das maiores economias do mundo e o continente, será oportunidade para o país aproveitar o sucesso da conferência para investidores que fez ao final de 2016 e reafirmar a determinação do governo de construir um futuro econômico melhor para o país, segundo o economista Rother.

A equipe esteve com o primeiro-ministro, Youssef Chahed, com a ministra das Finanças, Lamia Zribi, o ministro do Investimento, Fadhel Abdelkefi, a ministra da Energia, Hela Cheikhrouhou, e o presidente do Banco Central, Chedly Ayari. Também teve discussões com representantes de entidades empresariais locais e da sociedade civil.

Enviar por E-mail:





Comentários

Seu comentário será enviado para um moderador antes de ser publicado.





imagem_form