logo_anba_pt logo_camera_pt
02/05/2017 - 07:00hs
Compartilhe:

IBM trouxe egípcios para trabalho social no Brasil

Companhia tem programa internacional de cidadania pelo qual envia funcionários para atuação em projetos que capacitam líderes e geram desenvolvimento em diferentes países. Iniciativa ocorreu em São Carlos.



São Paulo – A IBM leva adiante um programa internacional de cidadania corporativa que neste ano trouxe três funcionários egípcios da empresa para trabalho social no Brasil. Chamado de Corporate Service Corps (CSC), a iniciativa elege cidades em países em desenvolvimento e envia profissionais para atuarem em projetos locais por um período de um mês. O objetivo é ajudar no desenvolvimento socioeconômico e capacitar líderes nas comunidades.

O programa ocorre no mundo todo e a IBM Brasil participa tanto enviando funcionários para outros países como recebendo estrangeiros da companhia para projetos em diferentes municípios. A última cidade a ser contemplada foi São Carlos, no interior paulista, para onde a empresa enviou 12 funcionários para colaborar com quatro iniciativas entre os meses de março e abril. Três profissionais eram de origem egípcia: um trabalha no Egito, uma nos Emirados e outra na República Tcheca.

Amanda Zanatta

Pessoas da IBM com envolvidos em projetos: parceria

O gerente de Sustentabilidade da IBM Brasil, Jonathan Colombo, afirma que a mistura de culturas enriquece bastante o trabalho. Ele ressalta o olhar fresco e os questionamentos que costuma trazer quem vem de fora. “A riqueza está na diversidade e na complementariedade do grupo”, afirma. Colombo destaca, porém, que os funcionários da IBM não têm como objetivo resolver os problemas dos projetos, mas fazer um trabalho colaborativo.

“Identificamos o que é relevante para aquela comunidade e trabalhamos com eles nos problemas que eles têm lá”, relata Colombo. Em cada cidade a IBM identifica as necessidades locais e escolhe projetos levados adiante por pequenas empresas, terceiro setor, universidades ou agentes do governo. A colaboração é na formulação de planos de crescimento econômico ou gestão de processos e tecnologia. O objetivo é oferecer o conhecimento da multinacional para uma construção coletiva de solução, de acordo com o gerente Colombo.

Em São Carlos, a IBM apoiou quatro iniciativas. Uma delas foi no Departamento de Sistemas de Computação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (USP). Nele, os profissionais da companhia ajudaram a desenvolver plano de ação e expansão para inclusão digital e de robótica nas escolas municipais.

A ideia deste projeto é despertar outras perspectivas profissionais, junto aos estudantes da rede pública. Colombo conta que perguntados sobre com o que queriam trabalhar no futuro, a maioria respondia “cantor sertanejo” e “jogador de futebol”. Neste projeto não houve nenhum funcionário egípcio da IBM atuando.

No Departamento de Apoio à Educação Ambiental da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), a IBM ajudou a criar um plano de negócios e marketing para uma cooperativa de catadores de lixo, trabalhou que envolveu também um projeto municipal de resíduos sólidos. A diretora de engenharia de marketing da IBM Global Business Partners, Hams El-Gabri, egípcia que trabalha na IBM na República Tcheca, participou. 

Outra instituição que recebeu apoio foi o Instituto Inova, no qual o objetivo era desenvolver um plano estratégico para empoderamento de mulheres de negócios. Acabou sendo criada uma plataforma para aproximar mulheres com vontade de empreender e investidoras. A egípcia Mona Arishi, gerente para o Oriente Médio e dos Centros de Atendimento ao Cliente, que trabalha na IBM dos Emirados Árabes Unidos, participou desta iniciativa. 

O outro projeto no qual os funcionários da IBM trabalharam foi na estruturação de um plano de gestão de recursos humanos da Federação das Apaes do Estado de São Paulo, no qual a Apae de São Carlos foi piloto. O egípcio Eslam Atteya, líder da equipe financeira da IBM Egito, atuou.

Em todas as iniciativas citadas acima participaram outros profissionais da IBM além dos egípcios. Apesar de ser uma ação social fora das suas bases, a atividade é trabalho para os funcionários, que são remunerados e não estão em férias neste período. A companhia faz uma seleção anual entre os profissionais que se candidatam e dá treinamento a eles antes da imersão. A IBM não cobra nada das instituições que ajuda e cobre seus próprios custos.

O Corporate Service Corp ocorre há dez anos e já envolveu três mil profissionais da IBM, que foram para 37 países. No Brasil, a edição de São Carlos foi a 21ª. Neste ano, em agosto, o programa acontecerá também em Campinas, também interior de São Paulo. Neste caso, porém, não está prevista a vinda de funcionários que trabalham na companhia em países árabes.

Enviar por E-mail:





Comentários

Seu comentário será enviado para um moderador antes de ser publicado.





imagem_form