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22/05/2017 - 07:00hs
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Barbeiro dá curso profissionalizante na Jordânia

Thiago Lorenzetti, de cidade catarinense de Criciúma, viajou ao país árabe para ensinar sua profissão a refugiados sírios. Ele faz parte de um grupo de brasileiros que ajudaram voluntariamente esses imigrantes.



São Paulo – Durante quinze dias entre abril e maio, um barbeiro de Santa Catarina ministrou um curso de corte de barba e cabelo para sírios que vivem em áreas próximas aos campos de refugiados que as Organizações das Nações Unidas (ONU) mantêm na Jordânia. Capacitar os refugiados é parte de um projeto idealizado pelo pastor Alessandro Campos, de Criciúma (SC), líder do Movimento Brasil Pela Síria (MBPS).

Em novembro, Campos viajou pela primeira vez para a Jordânia, em uma missão que distribuiu cestas básicas, cobertores, roupas e outros acessórios aos refugiados sírios. “Foi quando eu percebi que, além de dar o peixe, poderíamos ajudar bastante os refugiados ensinando-os a pescar”, conta em entrevista à ANBA.

Buscou ajuda em Criciúma, onde vive e participa de diversos projetos sociais, e juntou um grupo de sete pessoas para voltar à Jordânia no fim de abril. Além da tradicional ajuda com roupas e alimentos, levou médicos, dentistas e empresários para ampliar o leque de auxílio aos refugiados.

“Os médicos e dentistas atenderam gratuitamente os habitantes dessas áreas, em sua maioria refugiados que não conseguiram acesso ao campo da ONU ou que já saíram – e quem sai uma vez não consegue retornar”, explica Campos. “E o curso de barbeiro faz parte de um projeto para ajudar a profissionalizar essa população”.

O professor do curso foi o catarinense Thiago Lorenzetti. Ele, assim como todos os outros participantes da viagem, bancou sua passagem e estadia do próprio bolso, mas coletou doações para pagar os equipamentos, como máquinas de cortar cabelo, pentes, produtos de beleza etc. Os quinze refugiados que se formaram no curso receberam um kit completo para iniciar seus trabalhos, além de um certificado internacional.

“Eles poderão atuar em sua nova profissão em qualquer lugar do mundo”, destaca o pastor Campos, que já começa a organizar uma nova viagem. “Dessa vez queremos levar mais profissionais para ensinar os refugiados. Tem bastante gente que gostaria de ter participado dessa viagem e não conseguiu, que pode ir na próxima”, conta, sem estipular data.

Entre os possíveis próximos viajantes está um dono de uma loja de artigos para skate que deseja, inclusive, montar uma pista para os refugiados se divertirem e levantarem sua autoestima, de acordo com Campos.

Investimento

O pastor conta que um dos integrantes da delegação que foi à Jordânia é um empresário que deseja abrir uma fábrica no país árabe, para empregar os refugiados. “Ele viajou conosco para prospectar, conversar com autoridades e ver como viabilizar esse projeto”, diz. A ideia, segundo Campos, é produzir pantufas – por aqui, o empresário atua na área de distribuição de calçados.

O fundador do MBPS também trabalha para registrar uma marca para licenciamento de produtos aqui no Brasil, cujos royalties seriam revertidos para o auxílio aos refugiados sírios na Jordânia. Segundo ele, ajudar o próximo sempre foi seu sonho. “Agora estou priorizando os sírios, mas sempre busquei participar da comunidade aqui em Criciúma. Até por isso tenho tantos contatos para ajudar nessa nova missão”, explica o pastor.

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