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04/06/2017 - 07:00hs
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Imigrante síria começa negócio de culinária

A refugiada Razan Suliman comercializa salgados, doces e pratos árabes para festas e para o dia a dia. Encomendas garantem sustento da família no Brasil.



São Paulo – A refugiada síria Razan Suliman prepara tabules, homus, charuto de uva, falafel, coalhada seca e outras delícias da culinária árabe no apartamento em que mora, no bairro do Cambuci, na capital paulista. Ela apostou na comercialização de quitutes e pratos da sua terra natal para manter a família. Os produtos são divulgados e comercializados principalmente via internet, em uma página de Facebook, com o nome "Razan Comida Árabe".

Divulgação

Razan e o marido: venda de comidas árabes

Razan não trabalhava com culinária na Síria, mas diante das dificuldades para conseguir um emprego e renda para sobreviver no Brasil com o marido e familiares, resolveu cozinhar. Primeiro ela atendia apenas moradores do condomínio onde vive. Há cerca de três meses resolveu divulgar o serviço e fornecer os produtos também para outros clientes.

A refugiada síria prepara desde salgados, doces e pratos para festas como casamento e aniversários, até a comida do dia a dia, tudo sob encomenda. No cardápio de Razan estão tabule, homus, charutinho de folha de uva, lanche de falafel, queijo da Síria, quibe de bandeja, quibe cru, sopa de lentilha, falafel, esfiha fechada, coalhada seca, babaganuche, kibe tradicional e os doces harisse, mamul de tâmaras e baklava, entre outras opções.

Razan afirma que gosta de cozinhar e quer continuar na atividade. A resposta aos produtos tem sido muito positiva, de acordo com ela. “As pessoas me dão cinco estrelas”, afirma a empreendedora, sobre as avaliações recebidas na página do novo negócio no Facebook. O marido, que está com problemas de saúde, ajuda a refugiada com o preparo da comida. Eles têm um filho pequeno e outros familiares também vivem com o casal.

Nascida em Alepo, ela conta que tinha uma vida estável na Síria. Trabalhava ensinando crianças em casa e o marido atuava com funilaria de automóveis. Mas os dois perceberam que era hora de ir embora do país, depois que estiveram nas mãos de um grupo terrorista. Primeiro foram para outras duas cidades na Síria e depois para o Líbano.

Divulgação

Cardápio oferecido por Razan é variado

Eles conseguiram visto e compraram passagens para a França, mas foram impedidos de embarcar. A situação se complicou porque tinham usado todo o dinheiro que possuíam com o visto e a passagem. Razan então vendeu pertences e eles conseguiram comprar os bilhetes de avião para o Brasil. “Chegamos no aeroporto e não sabíamos para onde ir”, afirma. Um rapaz árabe ouviu a conversa da família e os recebeu em casa por uma semana.

Primeiro a família viveu por um tempo na cidade de Ferraz de Vasconcelos, interior paulista, e depois se mudou para São Paulo, onde mora atualmente em um apartamento cedido. Mas eles terão que desocupar o imóvel em um mês e ainda não têm para onde ir. A renda do fornecimento de comidas não é suficiente para bancar uma moradia e o sustento da família.

Se Razan quer abrir um restaurante? Sim, ela adoraria. Mas primeiro precisa de um lugar para morar, fala. Ela já procurou organizações que trabalham com refugiados para vender seus produtos em feiras e eventos, mas ainda não conseguiu uma vaga. Eventualmente ela participa desse tipo de iniciativa e neste momento ela está justamente atrás de espaços, como feiras, para oferecer as delícias árabes.

Contato:

Razan Comida Árabe
Facebook: https://www.facebook.com/razancomidaarabe/
Telefone: +55 (11) 9 9880-8496

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