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13/06/2017 - 07:00hs
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Brasileiro apresentou projeto de bitcoins em Dubai

Startup mineira foi selecionada e participou de competição de tecnologia no mês passado nos Emirados. Ela auxilia na transferência internacional de recursos para pessoas físicas por meio de bitcoins.



São Paulo – A startup mineira Coinaction apresentou o seu modelo de negócios em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, no final de maio. Ela auxilia seus clientes na transferência internacional de recursos para pessoas físicas por meio da moeda virtual bitcoin e foi selecionada juntamente com outras vinte empresas do mundo para apresentar seu trabalho no país árabe durante o Smart Dubai Office & 1776 Blockchain Challenge 2017.

Divulgação

Hoffer (meio) e equipe Coinaction: inovação

O evento foi uma competição na qual empresas que atuam com blockchain, uma tecnologia moderna de transmissão de dados, apresentaram seus modelos de negócios. Dubai quer se tornar a primeira cidade do mundo na área até 2020. Para a Smart Dubai Office & 1776 Blockchain Challenge 2017, uma aceleradora norte-americana de startups recrutou 21 empresas iniciantes ao redor do mundo. A Coinaction foi a única escolhida da América Latina.

Um dos sócios da Coinaction, o economista Antonio Hoffert, representou a startup em Dubai e fez a sua apresentação no dia 30 de maio. Ele conta que a experiência foi muito positiva, principalmente para fazer contatos. Foram premiadas três startups entre as 21 participantes. A mineira não foi uma delas, mas mesmo assim Hoffert acredita que valeu a pena ter ido.

Os projetos de negócios dos selecionados foram apresentados a representantes governamentais, diretores de fundos de investimentos, empresários e consumidores. A Coinaction tem intenção de atrair capital internacional e Hoffert conversou com representantes de fundos de investimentos. Mas não há previsão de parceria por enquanto.

O evento de Dubai foi uma iniciativa do governo do emirado e teve três objetivos: desenvolver uma indústria baseada em blockchain em Dubai, modernizar os serviços públicos locais por meio dessa tecnologia e reunir as melhores mentes do mundo no assunto.

O economista Hoffert acredita que o que determinou a escolha da Coinaction para o evento foi o uso da tecnologia bitcoin de forma simples e clara, a fim de facilitar a vida das pessoas.

A Coinaction tem um site que as pessoas podem usar para simplificar a transferência internacional de recursos. A startup não é uma corretora de valores, ela só facilita a transação para o cliente. “Apertamos os botões”, explica Hoffert. O consumidor é automaticamente registrado em corretoras de bitcoins nos dois países e recebe o dinheiro na sua conta bancária no país de destino, sem precisar conhecer nada da tecnologia.

Por isso, o serviço não é voltado para turistas e sim para residentes, pessoas que estejam legalmente no exterior e tenham contas bancárias nas cidades ondem vivem. O bitcoin tem cotação diferente em cada país, segundo demanda e a oferta local, explica o economista da startup. No Brasil, por exemplo, um bitcoin vale atualmente aproximadamente R$ 10 mil.

No site da Coinaction há um simulador no qual o consumidor pode fazer um teste para saber o quanto receberá na moeda de destino se fizer a transação por vias convencionais ou por bitcoins. Hoffert afirma que em algumas circunstâncias a transferência por bitcoins fica mais barata, mas que sempre é mais fácil e rápida do que o método tradicional.

Atualmente, a Coinaction atua apenas em transações entre Brasil e Chile, mas vai ampliar para Colômbia, México e Peru nos próximos meses. O sócio da startup conta que apenas entre esses dois países onde atualmente opera o mercado chega a 20 milhões de bitcoins ao ano.

Mineira e chilena

A Coinaction tem sede em Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, e também em Santiago, no Chile. Ela começou a ser desenvolvida em 2015 por Hoffert juntamente com seus dois sócios, o designer Lucas Santos e João Malheiros, matemático computacional. Os três se conheceram na Escola de Negócios do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que fizeram concomitantemente ao Ensino Médio.

Hoffert é formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais e antes de criar a Coinaction atuou como consultor na área. No trabalho de consultoria, entre 2014 e 2015, elaborou um plano de desenvolvimento econômico para o estado de Minas Gerais. Foi nessa época que teve a ideia de desenvolver a startup. O sócio Malheiros já foi premiado por seu trabalho pelo banco internacional Merril Lynch.

A Coinaction passou pelo programa de aceleração de startups Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (Seed), do governo mineiro, e atualmente segue em desenvolvimento em dois outros programas de aceleração de empresas, o Start-Up Chile e o FIEMG Lab Novos Negócios, da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais.

Contato:

Coinaction
Telefone: +55 (31) 9 8898-2177
Email: lu@coinaction.com
Site: www.coinaction.com

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