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15/06/2017 - 07:00hs
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Dia do Refugiado terá programação extensa no Brasil

Museu do Amanhã, do Rio de Janeiro, promove seminário sobre o refúgio e exposição a respeito dos deslocamentos causados por mudanças climáticas. Acnur é parceiro e terá outras várias ações a partir do final de semana.



São Paulo – O Dia Mundial do Refugiado é comemorado na próxima terça-feira, 20 de junho, e haverá programação extensa no Brasil em função da data. A Organização das Nações Unidas, museus e organismos farão atividades culturais, mostras de arte, feiras e discussões sobre refúgio. Os eventos começam já no próximo final de semana em várias cidades, entre elas Brasília (DF), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

Yasuyoshi Chiba/AFP

Desastre em Mariana está na exposição

Na cidade do Rio, o Museu do Amanhã promove um seminário e uma exposição juntamente com a Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Chamado de “Vozes do Refúgio”, o seminário ocorre no dia 20 de junho e trata dos deslocamentos forçados. O encontro começa com um panorama global sobre o refúgio, do qual participa da representante do Acnur no Brasil, Isabel Marquez, e um refugiado que trabalha como orientador de público no Museu do Amanhã, Serge Makanzu Kiala, além de especialistas no tema.

O seminário segue com o tema dos deslocamentos forçados em função da mudança climática. O redator de conteúdo do Museu do Amanhã, Eduardo Carvalho, explica que não existe uma legislação voltada para esses casos, tratados pelo museu como refúgio ambiental, e que o objetivo é provocar o debate sobre a questão. A última mesa do encontro mostrará ações feitas por organismos que trabalham com refugiados no Brasil.

O Museu do Amanhã também abre, em 21 de junho, a mostra “Vidas Deslocadas", que tem a parceria da Agence France Presse (AFP) e Acnur. Ela trata do refúgio por questões climáticas. Por meio de cenografias, textos explicativos e fotografias serão apresentadas situações em que o refúgio ambiental acontece, caso de um tufão ocorrido em Mianmar e o desastre de Mariana, com o rompimento de uma barragem no estado de Minas Gerais. Eles são causados pela ação humana ou clima. 

A exposição foi criada pelo Museu do Amanhã e tem curadoria de Leonardo Menezes, com assistência de Emanuel Alencar, além de Carvalho, todos do museu. Carvalho explica que entre os pilares éticos sob os quais o Museu do Amanhã nasceu estão a sustentabilidade e a convivência. Neste último pilar, que se refere ao respeito ao próximo e o que acontece com o outro, o museu trata da questão do refúgio.

Entre as demais atividades que ocorrem pelo Brasil, o Acnur promove em parceria com entidades, a partir do sábado (17), o MigrArte, com cinema, música, artes e gastronomia no Museu Nacional, em Brasília. Haverá espaço com exposição de artesanato e comidas feitos pelos refugiados. Também do evento faz parte a mostra de cinema “Olhares sobre o Refúgio”, com filmes nacionais e estrangeiros. Ela já esteve em outras cidades e pode ser vista no Rio de Janeiro, no Espaço Cultura Oi Futuro, até 27 de junho. Em São Paulo ela estará no CineSesc de 22 a 27 de junho.

Faz parte da programação na qual o Acnur está envolvido o 1º Encontro Estadual da Migração e Refúgio, promovido pela Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania, em São Paulo, e no qual será lançado o relatório “Tendências Globais – Deslocamentos Forçados em 2016”, que é do Acnur e tem dados sobre o impacto humanitário das guerras.

No dia seguinte, 20 de junho, o mesmo relatório será apresentado no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, e será lançada a campanha “Criança em Fuga”, do Acnur, que tem objetivo de garantir proteção a refugiados e solicitantes de refúgio no Triângulo Norte da América Central (Guatemala, Honduras e El Salvador).

Em São Paulo, o Museu de Arte Moderna (MAM) promove no dia 20 com o Instituto de Reintegração do Refugiado (Adus), o bate papo “Fronteiras e Culturas”, com o jornalista e voluntário André Naddeo, que atua na crise dos refugiados da Grécia, o togolês Cedric Mataawè Binoa, e o diretor do Adus, Marcelo Haydu, com mediação do artista Lourival Cuquinha. Também há show de banda de congoleses e angolanos.

No sábado, dia 24, ocorre uma feira étnica, com produtos comercializados por refugiados, em frente do Museu de Arte Moderna. Ela fica aberta das 12h às 17h30. Também haverá neste dia, às 15h, relatos e histórias contados pelo refugiado sírio Anas Obeid, jornalista que é empreendedor no Brasil, e com o nigeriano Shakiru Olawale Kareem, da área de Marketing, que dá aulas de inglês.

Mais informações:

Acnur
http://www.acnur.org/portugues/

Museu do Amanhã – Rio de Janeiro
https://museudoamanha.org.br/

Museu de Arte Moderna – São Paulo
http://mam.org.br/

Museu Nacional - Brasília
https://www.facebook.com/Museu-Nacional-da-Rep%C3%BAblica-DF-190636337736505/

Adus – São Paulo
https://www.facebook.com/adusbrasil

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