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06/07/2017 - 15:14hs
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Preços mundiais dos alimentos avançaram 1,4% em junho

Aumento do índice medido pela FAO ocorreu sobre maio. Em comparação com junho do ano passado houve um crescimento de 7%. Trigo e carnes puxaram o indicador.



São Paulo – O índice mundial de preços dos alimentos medido pela Agência das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) chegou a 175,2 pontos em junho, patamar 1,4% superior ao de maio e 7% maior do que o de junho do ano passado. O avanço do indicador foi influenciado pelo aumento dos valores do trigo e das carnes, informou a FAO nesta quinta-feira (06).

Jonas Oliveira/ANPr

Soja: oferta abundante derrubou preço do óleo

As cotações do trigo aumentaram em função da deterioração das condições de colheita nos Estados Unidos, o que levou o índice de preços dos cereais a crescer 4,2% de maio para junho e chegar ao nível mais alto em um ano. Houve aumento também nos valores do arroz, em razão do avanço da demanda internacional. No sentido contrário, caíram as cotações do milho, pressionadas pela safra recorde na América do Sul.

O índice dos cereais avançou, segundo a FAO, apesar da perspectiva de os estoques globais continuarem “abundantes”, chegando a um novo recorde de 704 milhões de toneladas. Se a instituição reduziu sua previsão de produção de trigo para este ano, aumentou, no entanto, as estimativas para as colheitas de arroz e milho.

No caso das carnes, o índice avançou 1,8% de maio para junho, o sexto aumento mensal moderado consecutivo. A oferta limitada na Oceania pressiona para cima os preços das carnes bovina e ovina, ao passo que os valores da avicultura estão sendo afetados pelo medo de disseminação da gripe aviária na Europa, Ásia e África.

O índice dos lácteos aumentou 8,3% em junho sobre maio e chegou próximo ao patamar mais alto dos últimos três anos. A oferta limitada em países exportadores fez subir os preços da manteiga, queijo e leite em pó desnatado de forma significativa, segundo a FAO, e avançou também o valor do leite em pó integral.

O índice do açúcar, porém, recuou 13,4% de maio para junho, para o menor nível em 16 meses. A queda reflete a ampla oferta para exportação, especialmente no Brasil, e a fraca demanda por importações, especialmente do maior mercado comprador mundial, a China, que adotou altas taxas de importação, inibindo os negócios.

O indicador relativo aos óleos vegetais caiu 3,9% na mesma comparação, após um ligeiro aumento em maio, em função do recuo dos preços dos óleos de palma e de soja. No caso da soja, o forte desempenho da safra na América do Sul ampliou bastante a oferta e derrubou os preços. A FAO estima que o ciclo 2017/2018 resultará numa produção da oleaginosa próxima ao recorde. Houve ainda queda nas cotações dos óleos de colza e de girassol.

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