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07/07/2017 - 17:15hs
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Emirados são foco de exportação de têxteis

Programa brasileiro que promove indústria têxtil e de moda no exterior definiu seus mercados-alvo para os próximos dois anos. País árabe está entre eles.



Divulgação

Lilian Kaddissi: exportação a Emirados cresceu

São Paulo – Os Emirados Árabes Unidos estão entre os mercados-alvo para os próximos dois anos do Texbrasil, programa de internacionalização da indústria têxtil e de moda brasileira. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) assinou no mês passado convênio com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para as duas levarem o projeto adiante por mais um biênio. É a 10ª renovação.

O projeto auxilia empresas de toda a cadeia têxtil a se tornarem mais competitivas no mercado global e promove ações para impulsionar as exportações. Para o período de junho de 2017 até junho de 2019, foram definidos como mercados prioritários das empresas do programa Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, México, Peru e Portugal. Como mercados secundários foram escolhidos Alemanha, Emirados, França, Japão, Paraguai e Reino Unido.

A gerente executiva do programa Texbrasil, Lilian Kaddissi, explica que os prioritários são aqueles países nos quais há necessidade de atuação mais estratégica do programa, como abertura de mercado e defesa de interesses do setor diante de barreiras tarifárias ou barreiras técnicas. Os secundários são aqueles que funcionam como porta de entrada para um mercado maior ou nos quais há um nicho de interesse específico para o segmento.

“Resolvemos manter os Emirados porque são uma porta para os países do Golfo e o Líbano”, afirmou Kaddissi. Esses mercados seguirão sendo monitorados e convidados para projetos compradores e de imagem do Texbrasil. Os projetos compradores são aqueles nos quais importadores viajam ao Brasil para encontros de negócios com empresas brasileiras e os de imagem contemplam o convite a jornalistas estrangeiros para conhecerem de perto a produção têxtil e de confecção local.

Mercados definidos como secundários, como Emirados, também seguirão sendo buscados pelas empresas brasileiras em feiras no exterior, como na Europa e Estados Unidos. Os importadores árabes costumam visitar as feiras. Até o ano passado o Texbrasil não fazia essa divisão entre prioritários e secundários e os Emirados eram mercado alvo na lista geral.

O convênio assinado por Abit e Apex-Brasil prevê investimentos de R$ 33,5 milhões nestes dois anos, recursos que virão da agência e de contrapartidas de empresas do setor. O Texbrasil desenvolve iniciativas para capacitação, informação, negócios, imagem e customização.

A capacitação inclui, por exemplo, adequação do produto e marca, além de orientação sobre a parte operacional da exportação. A parte de informação engloba disponibilização de estudos de mercado para todos os participantes do programa e formulação de estudos sob demanda. Para incentivar negócios, o programa promove a participação em feiras no exterior, projetos compradores e apoio a empresas para presença em showrooms por período contínuo.

Também fazem parte das atividades do Texbrasil promover os press-trip, que são as viagens dos jornalistas estrangeiros, e a customização. Essa última é a possibilidade de empresas solicitarem apoio do programa para um projeto específico de promoção de exportação.

De janeiro a maio deste ano, as exportações das empresas têxteis e de confecção integrantes do Texbrasil ficaram estáveis sobre o mesmo período de 2016, somando cerca de US$ 180 milhões. Para os Emirados Árabes Unidos elas cresceram 21,7% na mesma comparação e ficaram em US$ 743,3 mil, segundo dados fornecidos pela Abit.

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