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14/07/2017 - 18:06hs
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Economia dos Emirados vai se fortalecer, diz FMI

Segundo relatório do Fundo, atividade econômica deverá ganhar força gradualmente nos próximos anos com as obras para a Expo 2020 e com alguma recuperação dos preços do petróleo.



São Paulo – A economia dos Emirados Árabes Unidos deverá se fortalecer gradualmente nos próximos anos, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (14) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O documento é resultado de consultas periódicas que a instituição faz com os países membros.

De acordo com a análise, os setores não ligados ao petróleo deverão crescer 3,3% em 2017, contra 2,7% no ano passado, como reflexo de um aumento dos investimentos públicos e da retomada do comércio internacional, atividade importante para a economia do país.

No entanto, o Fundo espera para este ano um declínio ainda dos ganhos com a indústria do petróleo, o que poderá resultar num crescimento de apenas 1,3% da economia como um todo.

O FMI estima que o crescimento dos segmentos não petrolíferos deverá se manter acima dos 3% em médio prazo, apoiado no aumento dos investimentos para a Expo 2020, exposição mundial que será realizada em Dubai.

De modo geral, a economia dos Emirados se beneficiará de um esperado fortalecimento dos preços do petróleo e de outros indicadores internacionais. Há expectativa também de uma redução no ritmo de consolidação fiscal do país. Assim, a projeção de crescimento para 2018 é de 3,4%.

No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) teve um desempenho mais fraco em comparação com o anterior, em função do baixo preço do petróleo, do adiamento de projetos de infraestrutura e da desaceleração do comércio mundial. Mesmo assim a economia como um todo (petrolífera e não petrolífera) registrou crescimento de 3%, ante 3,8% em 2015.

A inflação dos Emirados em 2016 ficou em apenas 1,8%, contra 4,1% no ano anterior, refletindo uma baixa da demanda interna e dos valores dos alugueis. Mesmo com ajuste fiscal, o déficit orçamentário do país cresceu de 3,4% do PIB em 2015 para 4,3% em 2016, em função da redução das receitas do petróleo. Na mesma linha houve uma redução do superávit em conta corrente de 4,7% do PIB para 2,4%.

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