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24/07/2017 - 18:00hs
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FMI melhora previsão para economia brasileira

Fundo revisou estimativas do World Economic Outlook de abril e agora projeta 0,3% de avanço para PIB do Brasil neste ano em vez de 0,2%. Para América Latina números são piores, mas situação é melhor do que em 2016.



São Paulo – Em revisão das suas projeções feitas no mês de abril, o Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou a estimativa para a economia brasileira em 2017. O organismo, que acreditava em crescimento de 0,2% para o Produto Interno Bruto (PIB) do País neste ano, agora prevê 0,3% de avanço. Para o ano que vem, porém, a projeção caiu, de 1,7% para 1,3%.

De acordo com relatório do Fundo divulgado nesta segunda-feira (24), o aumento da instabilidade política atrasará a recuperação da economia. “A previsão de crescimento para o Brasil está agora mais alta em vista do primeiro trimestre forte, mas a contínua fraqueza na demanda doméstica e um aumento na incerteza política terão reflexos num ritmo mais fraco de recuperação e, portanto, em menor projeção para o crescimento em 2018”, informou o FMI.

O World Economic Outlook traz as projeções para o mundo. O FMI manteve a estimativa de avanço para a economia global em 3,5% neste ano e em 3,6% em 2018. A estabilidade, porém, não reflete a realidade de cada região. A economia dos Estados Unidos tem perspectivas piores do que tinha em abril, enquanto que zona do euro, Japão e China devem crescer mais que o esperado na época.

A instituição lembra que embora os números esperados para a economia mundial em 2017 e 2018 sejam superiores aos de 2016 (avanço de 3,2%), estão abaixo das médias anteriores à crise, especialmente para os países desenvolvidos e as nações emergentes exportadoras de commodities. O FMI diz que os resultados de Brasil, China, México, Canadá, França, Alemanha, Itália e Espanha foram melhores que o esperado no primeiro trimestre.

Para as economias emergentes, o fundo prevê crescimento de 4,6% neste ano, com melhora de 0,1 ponto percentual sobre a projeção de abril. O avanço deve ser impulsionado pelos importadores de commodities, mas também reflete melhora gradual sobre 2015 e 2016 entre os exportadores de produtos básicos.

A América Latina deve se recuperar em relação a 2016 neste ano e no ano que vem, em função da saída da recessão de países como Argentina e Brasil. O FMI prevê avanço de 1% para a economia latino-americana neste ano e de 1,9% em 2018. Apesar da melhora sobre o ano passado, a projeção é pior do que a de abril.

O crescimento do Oriente Médio, África do Norte, Afeganistão e região do Paquistão deverá diminuir em 2017 sobre o ano passado por causa da desaceleração da economia de países exportadores de petróleo. Para 2018 é esperada recuperação. As previsões ficaram praticamente inalteradas sobre as feitas em abril, com 2,6% de avanço neste ano e 3,3% em 2018.

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