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27/07/2017 - 11:28hs
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Etihad tem prejuízo, apesar do recorde de passageiros

Companhia aérea dos Emirados registrou perdas de US$ 1,8 bilhão no ano passado. Elas foram causadas principalmente por contratos de hedge de combustíveis e desvalorização de ativos, como aeronaves.



São Paulo – A Etihad Airways, companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos, teve perdas líquidas de US$ 1,87 bilhão no ano passado, segundo anúncio feito pela companhia nesta quinta-feira (27). As receitas da empresa ficaram em US$ 8,36 bilhões e o número de passageiros transportados foi recorde, de 18,5 milhão de pessoas.

Divulgação

Perda de valor de aeronaves afetou finanças

A companhia atribuiu o prejuízo à desvalorização de ativos e perdas com hedge de combustível. As companhias aéreas costumam fazer contratos de hedge para se proteger da oscilação de preços do combustível no futuro. Quando o combustível tem cotação de mercado abaixo do valor que está no contrato para o período, a empresa perde. A Etihad afirmou que espera que o hedge tenha impacto menor em 2017.

As desvalorizações de ativos somaram US$ 1,9 bilhão e incluíram US$ 1,06 bilhão referentes a aeronaves. De acordo com a Etihad, isso reflete, entre outros fatores, os valores de mercados menores dos aviões. Também entraram nesta conta US$ 808 milhões relativos a cobrança de ativos e exposições financeiras relacionadas às parceiras Alitalia e Airberlin.

A Etihad destacou que a utilização da capacidade no transporte de passageiros foi de 79% e que as receitas desta área, principal negócio da empresa, ficaram em US$ 4,9 bilhões em 2016. A quantidade de assentos disponíveis cresceu 9%. Mas a companhia ressalta também uma desaceleração ocorrida no mercado de cargas, no qual atua. Apesar disso, houve leve melhora no volume transportado em cargas em 2016, com 595,5 mil toneladas.

O presidente do Conselho de Administração do Etihad Aviation Group, Mohamed Mubarak Fadhel Al Mazrouei, afirmou que a culminação de uma série de fatores contribuiu para os resultados decepcionantes em 2016. Ele disse que o conselho e os executivos da companhia vêm trabalhando desde o ano passado para resolver os problemas e desafios por meio de uma revisão estratégica abrangente destinada a melhorar o desempenho de todo o grupo.

Mazrouei afirmou também que a Etihad é um facilitador econômico significativo para Abu Dhabi (de onde partem os voos da empresa nos Emirados). "Nosso negócio no setor aéreo continua a apoiar a visão de Abu Dhabi para desenvolver o turismo, expandir o comércio e fortalecer os links para os principais mercados regionais e internacionais", afirmou.

O diretor executivo da Etihad Airways, Peter Baumgartner, afirmou que o setor da aviação se caracteriza atualmente pelo excesso de capacidade, redução do tamanho do mercado em rotas chaves e mudança no comportamento do cliente, já que a economia global fraca afeta o apetite dos consumidores.

"Operacionalmente, nós tínhamos um bom desempenho em 2016. Nós mantivemos os níveis de utilização, mesmo tendo aumentado a capacidade”, afirmou ele. O executivo afirmou que os contratos de hedge de combustíveis, que causaram perdas em 2016, também ajudaram a empresa a gerenciar o gasto com o produto durante o boom do preço do petróleo.

A Etihad abriu um voo direto entre São Paulo e Abu Dhabi, em 2013, mas ele foi cancelado pela empresa em março deste ano. A companhia aérea explicou, ao fazer o anúncio em 2016, que o então cenário econômico brasileiro, juntamente com a forte depreciação do real, afetaram as viagens e o desempenho da rota. 

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