logo_anba_pt logo_camera_pt
03/08/2017 - 17:35hs
Compartilhe:

Cepal mantém projeção de crescimento do Brasil

Relatório divulgado pelo órgão da ONU traz estimativa de alta de 0,4% no PIB brasileiro e de avanço de 1,1% na economia da América Latina, após dois anos consecutivos de queda.



São Paulo – Após dois anos consecutivos de queda, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deverá voltar a apresentar dados positivos em 2017, segundo projeções da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal). O órgão das Nações Unidas divulgou nesta quinta-feira (03) relatório sobre a região que traz estimativa de alta de 0,4% na economia do Brasil neste ano. A instituição manteve previsão de levantamento preliminar divulgado em dezembro de 2016.

O viés positivo brasileiro acompanha a média da região, que, segundo as projeções da Cepal, deverá avançar 1,1% este ano, puxada pela melhora nos preços das matérias-primas exportadas pelos países da região e pelo contexto internacional, que, apesar dos riscos geopolíticos, apresenta melhores expectativas de crescimento. Em dezembro do ano passado, a organização projetava um crescimento de 1,3% na América Latina em 2017.

O relatório divulgado pelo órgão aponta que a dinâmica de crescimento, como em anos anteriores, será diferente entre os países e sub-regiões. Com exceção da Venezuela, cuja expectativa é de recuo de 7,2% no PIB, e de Santa Lúcia e Suriname, com projeção de contração de 0,2%, todos os países da região deverão fechar 2017 com taxas positivas.

A Cepal espera, porém, dados melhores nas economias do México e da América Central, cuja média de avanço deverá ficar em torno de 2,5%, enquanto o PIB da América do Sul tem expectativa de crescimento de 0,6%. Segundo o órgão, o aumento da renda por remessas e as melhores expectativas de crescimento dos Estados Unidos, principal sócio comercial da América Central, ajudarão a alavancar os números.

No relatório, o órgão da ONU destacou a importância de adoção de políticas macroeconômicas para dinamizar o crescimento de longo prazo e avançar para a necessária mudança estrutural da economia da região. Segundo a Cepal, ao buscar o equilíbrio nas trajetórias da dívida e nos gastos públicos, “não se deve restringir o investimento público”. Para facilitar esse processo, segundo o órgão, uma alternativa é separar os gastos de investimento dos gastos correntes.

Para a Cepal, também é importante aumentar as receitas públicas, por meio de mudanças na estrutura tributária. Isso poderia ser feito, segundo a Cepal, com a criação de mais impostos diretos (aqueles que são pagos diretamente ao governo, em lugar de incidirem indiretamente sobre o consumo de bens e serviços), fortalecimento da administração e redução da evasão fiscal.

*Com informações da Agência Brasil

Enviar por E-mail:





Comentários

Seu comentário será enviado para um moderador antes de ser publicado.





imagem_form