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14/09/2017 - 07:00hs
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Líbano terá crescimento moderado, diz FMI

Missão do Fundo visitou o país nos últimos dias e destacou avanços políticos, mas recomendou ajustes macroeconômicos e lembrou o peso da crise dos refugiados na economia.



São Paulo – O Fundo Monetário Internacional (FMI) realizou uma missão ao Líbano do dia 07 até esta quarta-feira (13). A instituição divulgou comentários do chefe da delegação, Chris Jarvis, sobre os resultados da visita. Segundo ele, o crescimento econômico do país será moderado este ano.

Anwar Amro/AFP

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Na avaliação de Jarvis, ocorreram avanços políticos no Líbano recentemente com a aprovação de uma nova lei eleitoral, abrindo caminho para a realização das primeiras eleições parlamentares após oito anos. No entanto, ele ressalta que o desequilíbrio nas contas externas do país “permanece muito grande” e que o déficit fiscal “também segue como fonte de vulnerabilidade”. A dívida pública chegou a 148% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, segundo o Fundo.

Na última edição do relatório Perspectivas da Economia Mundial, o FMI previu um crescimento de 2% para o Líbano este ano e de 2,5% no próximo.

Jarvis destaca que a situação da economia libanesa “permanece desafiadora” e que os efeitos negativos dos conflitos na vizinhança, especialmente na Síria, dominam as perspectivas de médio prazo. Ele lembra que o pequeno país serve de refúgio para mais de um milhão de sírios, o que representa cerca de 25% da população libanesa. “O Líbano recebeu assistência internacional por seus esforços e merece apoio continuado”, afirmou o executivo.

Ele acrescenta que a economia local é conhecida por sua “resiliência”, tendo resistido a vários choques significativos, mas recomendou parar com o aumento do endividamento público e a realização de um ajuste fiscal para que o crescimento seja sustentável. Como exemplos de medidas de ajuste, Jarvis cita o combate à sonegação, o aumento dos impostos sobre os combustíveis e o balanceamento dos gastos, incluindo o corte de subsídios na área de energia.

O executivo recomenda também a realização de reformas estruturais para melhoria do ambiente de negócios, como a adoção de marcos regulatórios mais sólidos antes da realização de grandes projetos e a avaliação de riscos e de custos fiscais em potencial decorrentes de parcerias público-privadas. Segundo ele, a aprovação pela primeira vez em mais de uma década de um Orçamento com medidas de ajuste fiscal confiáveis dará “um sinal forte do comprometimento com a redução do endividamento público e aumentará a confiança” na economia do país.

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