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21/09/2017 - 18:00hs
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Faturamento do Canal de Suez avança 5%

Receitas da via marítima controlada pelo Egito chegaram a US$ 470,6 milhões em agosto. Tráfego de navios aumentou 4,5% no mesmo período.



São Paulo – O faturamento do Canal de Suez, no Egito, chegou a US$ 470,6 milhões em agosto, um aumento de 5,1% em relação ao mesmo mês de 2016, segundo o presidente da Autoridade do Canal de Suez, Mohab Mamish. As informações foram publicadas nesta quinta-feira (21) pelo site em inglês do jornal egípcio Al Ahram. As receitas cresceram também em comparação com julho e com junho deste ano.

Divulgação

Embarcação porta-contêineres navega pelo canal

O canal que liga o Mediterrâneo ao Mar Vermelho é a rota marítima mais rápida entre a Europa e a Ásia, e é também uma das principais fontes de divisas do Egito, assim como o turismo.

A estagnação do comércio internacional, porém, vinha afetando negativamente o faturamento do canal. Mesmo assim, foram realizadas grandes obras de expansão da via marítima, inauguradas em 2015, que consumiram US$ 8,2 bilhões em investimentos.

Mas conforme a Organização Mundial do Comércio (OMC) divulgou nesta quinta-feira, o comércio global avançou 4,2% no primeiro semestre sobre o mesmo período do ano passado, e deverá manter trajetória de crescimento robusta até o fim de 2017. A previsão é de uma aceleração de 3,6% ao longo do ano como um todo, contra apenas 1,3% em 2016, segundo a OMC.

De acordo com o Al Ahram, 1.528 navios passaram pelo canal em agosto, ante 1.462 no mesmo mês do ano passado, um aumento de 4,5%.

Segundo o site Egypt Independent, versão em inglês do jornal Al-Masry Al-Youm (O Egípcio Hoje, em tradução livre), o volume de cargas transportadas por estas embarcações chegou a 91,5 milhões de toneladas no mês passado, um crescimento de 4,2% em relação a agosto de 2016.

Retomada

Com a redução do fluxo de turistas após a Primavera Árabe, em 2011, o fraco desempenho do comércio mundial, com impacto no Canal de Suez, e um regime de câmbio fixo, o Egito passou a sofrer com escassez de divisas.

No ano passado, porém, o país chegou a um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para um empréstimo de US$ 12 bilhões e o Banco Central liberou o câmbio para flutuar, o que causou a desvalorização da libra egípcia. Houve uma retomada dos investimentos estrangeiros e a recomposição das reservas internacionais.

O turismo voltou a crescer também. O país recebeu 4,3 milhões de visitantes de janeiro a julho, um aumento de 54% sobre o mesmo período do ano passado. O setor movimentou US$ 3,5 bilhões nos seis primeiros meses de 2017, um avanço de 170% na mesma comparação.

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