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06/10/2017 - 19:10hs
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EUA confirmam suspensão de embargo contra Sudão

Sanções econômicas estão em vigor desde 1997, mas serão levantadas no dia 12. Governo Trump confirmou medida da administração Obama com três meses de atraso.



Washington – Os Estados Unidos confirmaram nesta sexta-feira (06) a suspensão de sanções econômicas contra o Sudão. Segundo informações publicadas pela Kuwait News Agency (Kuna), o Departamento de Estado dos EUA declarou que a medida leva em consideração as “ações positivas e sustentáveis (do país africano) para manter suspensas as hostilidades em áreas de conflito”.

De acordo com a Kuna, os EUA reconhecem que o governo sudanês melhorou o acesso a ações humanitárias e que tem cooperado com os norte-americanos em conflitos locais e ameaças terroristas. A revogação das sanções entra em vigor no dia 12.

“As ações do governo do Sudão nos últimos nove meses mostram sua seriedade em cooperar com os Estados Unidos, e que foram dados passos importantes para encerrar conflitos, melhorar o acesso humanitário no país e promover a estabilidade regional”, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, segundo a Kuna.

Ela acrescentou, no entanto, que “muito progresso ainda é necessário para uma paz total e sustentável no Sudão”. O governo norte-americano disse que espera que o Sudão melhore o respeito aos direitos humanos e às diferentes práticas religiosas e que, apesar de querer melhorar as relações bilaterais com a nação africana, “está preparado para usar ferramentas adicionais” para pressionar o país, caso haja algum retrocesso.

O embargo comercial ao Sudão foi imposto em 1997 pelo então presidente dos EUA, Bill Clinton, sob a justificativa de que o governo da nação africana abrigava terroristas e não respeitava os direitos humanos. As sanções foram reforçadas posteriormente por causa do conflito civil na região de Darfur.

A decisão de suspender parcialmente o embargo foi tomada em janeiro deste ano, ainda no governo de Barack Obama, e deveria ter entrado em vigor em 180 dias, mas a administração de Donald Trump postergou o prazo por mais três meses.

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