logo_anba_pt logo_camera_pt
10/10/2017 - 18:16hs
Compartilhe:

FMI revisa para cima perspectivas de crescimento

Economia mundial deverá avançar 3,6% este ano e 3,7% no próximo. Projeções são mas otimistas do que as apresentadas pelo Fundo em abril. Previsão para o Brasil foi ampliada em 0,5 ponto percentual.



São Paulo – O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima suas projeções de crescimento da economia global para este ano e o próximo. Segundo a edição de outubro do relatório Perspectivas da Economia Mundial, divulgada nesta terça-feira (10), o produto interno bruto (PIB) global deverá avançar 3,6% em 2017 e 3,7% em 2018, ante um crescimento de 3,2% em 2016, o pior desde a crise financeira internacional deflagrada em 2008.

As estimativas para este ano e o próximo foram ambas ampliadas em 0,1 ponto percentual em relação à edição de abril do relatório. Segundo o Fundo, houve um aumento significativo nas previsões para a Zona do Euro, Japão, países emergentes da Ásia e da Europa, e Rússia – economias que cresceram mais do que o esperado no primeiro semestre de 2017 –, o que compensou uma redução nas projeções para os Estados Unidos e o Reino Unido.

A instituição destaca, porém, que “a retomada não está completa”, pois “o crescimento continua fraco em muitos países”, e cita como exemplo as nações exportadoras de commodities, principalmente de combustíveis, em função da redução dos ganhos com estas vendas externas.

No grupo formado por Oriente Médio, Norte da África, Afeganistão e Paquistão, por exemplo, há expectativa de uma redução do ritmo de crescimento de 5% em 2016 para 2,6% em 2017. Uma das razões é o corte na produção de petróleo acertado entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outras nações produtoras com o objetivo de forçar para cima o preço da commodity.

Em 2018, porém, o crescimento deste bloco deverá acelerar para 3,5%, segundo o FMI. “No entanto, a insegurança regional e riscos geopolíticos ainda pesam sobre a perspectivas”, afirma o relatório.

Na Arábia Saudita, maior produtora e exportadora de petróleo do mundo, o desempenho da economia deverá se manter estável, pois apesar da expectativa de crescimento de setores não petrolíferos, a indústria petrolífera deverá registrar declínio em função do acordo da Opep. Para 2018, é esperado um crescimento de 1,1% na economia do país com o término do acordo.

Já o Egito registrou crescimento de 4,1% no último ano fiscal e deverá acelerar para 4,5% no atual. De acordo com o Fundo, o desempenho do país é sustentado por reformas fiscal e cambial, para restaurar a competitividade e criar empregos.

No caso do Brasil, o crescimento previsto para este ano é de 0,7%, e, para o próximo, de 1,5%. A expectativa para 2017 foi revista para cima em meio ponto percentual em relação à edição de abril do relatório, em razão da grande safra colhida no País e do aumento no consumo.

Para 2018, no entanto, houve uma redução de 0,2 ponto percentual na projeção, pois o volume de investimentos continua baixo e ocorreu um aumento das incertezas políticas. Em médio prazo, o Fundo avalia que a economia brasileira poderá chegar a um crescimento anual de 2%, com a realização de reformas que vão recuperar a confiança no País.

Enviar por E-mail:





Comentários

Seu comentário será enviado para um moderador antes de ser publicado.





imagem_form