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09/11/2017 - 20:13hs
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Oportunidades do Brasil são bem recebidas no Kuwait

Delegação do governo brasileiro apresentou projetos de investimentos ao fundo soberano e a outras instituições do país. Câmara Árabe integra a missão.



São Paulo – Delegação organizada pelo governo brasileiro se reuniu nesta quinta-feira (09) com executivos da Kuwait Investment Authority (KIA), fundo soberano do país árabe, na Cidade do Kuwait. O grupo está em viagem ao Golfo com o objetivo de atrair investimentos ao Brasil. “Há oportunidades, eles estão abertos para projetos”, disse à ANBA por telefone o chefe da missão, Tarcísio Gomes de Freitas, secretário de Coordenação de Projetos do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) do governo.

Divulgação

Delegação visitou a Kuwait Direct Investment Authority (KDIPA)

Segundo o secretário, os representantes do fundo explicaram que a instituição costuma fazer aportes em projetos no exterior por meio de empresas de participações (private equity) ou de outros fundos, e revelaram que alguns de seus parceiros do gênero estão avaliando empreendimentos no Brasil. “Eles têm um bom conhecimento de nossos projetos”, afirmou.

O governo pretende atrair recursos para projetos de infraestrutura, concessões, venda de ativos estatais e privatizações. Além da secretaria do PPI, integram a delegação representantes do Ministério dos Transportes, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o diretor-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, e o diretor de Investimentos da entidade, Daniel Hannun.

O grupo teve também um encontro com banqueiros locais, que falaram sobre a visão que o mercado financeiro do Kuwait tem do cenário atual e das perspectivas econômicas do Brasil. Entre os participantes estava Anwar Ali Al Mudhaf, presidente do Conselho de Administração do ABC Brasil, banco brasileiro que tem como principal acionista a Arab Banking Corporation (ABC), que por sua vez tem o fundo KIA como um de seus controladores.

De acordo com Freitas, os kuaitianos veem o País como um bom lugar para investir, com muito potencial, bons fundamentos, instituições sólidas e com boas oportunidades, mas citam também alguns riscos relacionados à situação política e às eleições de 2018. Há dúvidas se o próximo governo terá ou não uma linha favorável aos negócios.

Entre os setores que atraem o interesse dos investidores do Kuwait estão os de energias renováveis, participação de capital em empresas estatais e compra de ativos que estão sendo vendidos pela Petrobras.

“Vamos fazer um ‘follow up’ [das reuniões] para que as oportunidades se revertam em investimentos, para que o potencial se concretize e se transforme em negócios”, destacou Freitas.

Os brasileiros se reuniram também com representantes da Kuwait Direct Investment Promotion Authority (KDIPA), agência estatal destinada a promover investimentos no país árabe. Segundo Freitas, o órgão quer atrair empresas estrangeiras que possam transferir ao Kuwait know-how nas áreas de saúde, educação, tecnologias da informação, construção e entretenimento. Há uma preocupação comum entre os países do Golfo de diversificar suas economias para diminuir a dependência na indústria petrolífera. “A Câmara Árabe tem um papel fundamental de poder apresentar [ao Kuwait] empresas com estes perfis”, comentou Freitas.

A delegação ainda visitou o Kuwait Fund for Arab Economic Development, instituição que investe no desenvolvimento de países árabes, e participou de um evento na embaixada do Brasil organizado pelo embaixador Norton Rapesta.

Além do Kuwait, a missão já passou por Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Bahrein, e encerrará a programação neste final de semana em Doha, no Catar.

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