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16/11/2017 - 14:21hs
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FMI espera melhora nas contas do Kuwait

Déficit em conta corrente do país do Golfo atingiu 4,5% do PIB no ano passado, mas Fundo Monetário Internacional espera melhora em função da recuperação dos preços do petróleo e de medidas adotadas.



São Paulo – Depois de enfrentar em 2016 seu primeiro déficit em conta corrente em vários anos, o Kuwait deve melhorar seu desempenho neste ano, na medida em que os preços do petróleo se recuperam. A informação consta de um relatório feito pela equipe do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado nesta quarta-feira (15).

O país tem no petróleo a sua principal fonte de receitas, com a commodity e seus derivados respondendo por mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB), e por cerca de 90% das exportações e das receitas do governo. Por causa dos preços baixos da commodity, no ano passado o déficit em conta corrente ficou em 4,5% do PIB no Kuwait.

De acordo com o relatório do FMI, o país enfrentou os preços do petróleo a partir de uma posição fortalecida em função da sua baixa dívida e de um setor financeiro sólido. Mas o fato enfraqueceu as posições fiscais e externas do país e gerou grande necessidade de financiamento. O cenário do petróleo aumentou a necessidade de um setor privado local forte, que empregue mais cidadãos nativos, de acordo com o FMI.

O organismo relata que o país implantou estratégia de reformas abrangente e tomou medidas para reduzir os gastos e promover um ambiente mais propício ao investimento privado, mas ainda há trabalho a realizar. “O principal desafio é desenvolver uma estratégia para acelerar as reformas que sustentam a consolidação fiscal e garantir que as gerações futuras possam continuar desfrutando de um padrão de vida elevado, ao mesmo tempo em que são criados incentivos à iniciativa privada e ao investimento”, afirmou o organismo no relatório.

A redução de gastos já feita, no entanto, melhorou a posição fiscal desde o ano passado e os preços menores do petróleo também impactaram no subsídio à energia, com diminuição de valores direcionados para a área nos últimos dois anos. O setor bancário permaneceu com alta capitalização, grande rentabilidade e baixa inadimplência, apesar da desaceleração do crescimento do crédito e dos depósitos do setor privado.

O FMI apoia um pacote de reformas fiscais no país com objetivo de mexer em gastos rígidos como a massa salarial e os subsídios, diversificar receitas, aumentar a eficiência de gastos, promover maior equilíbrio entre os setores público e privado, acelerar privatizações e parcerias público-privadas e melhorar o clima de negócios.

O FMI espera que o Kuwait presencie nos próximos anos melhora da confiança, aceleração do crescimento do setor não-petrolífero e produção maior de hidrocarbonetos. Os preços do petróleo devem ajudar a manter a conta corrente do país equilibrada.

O FMI acredita que o Kuwait passará de exportações de petróleo e gás de US$ 41,5 bilhões no ano passado para US$ 45,3 bilhões em 2017 e US$ 56,3 bilhões em 2022. Em 2013 elas somaram US$ 108,6 bilhões. O preço do petróleo exportado pelo Kuwait, que estava em mais de US$ 100 o barril há quatro anos, fechou em um pouco mais de US$ 40 no ano passado. Projeção do FMI é que o barril será negociado por cerca de US$ 52 em 2022.

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