logo_anba_pt logo_camera_pt
18/11/2017 - 07:00hs
Compartilhe:

Brasileiras formam grupo de artesãs no Líbano

'Arteiras do Brasil' foi criado há cerca de seis meses e terá a sua primeira exposição neste mês em Beirute. São mulheres que vivem nas montanhas e produzem artesanato em casa.



Divulgação

Peças artesanais são feitas em casa

São Paulo – Uma turma de brasileiras que vive no Líbano se reuniu para produzir e comercializar artesanato. De iniciativa da libanesa criada no Brasil e atualmente moradora de Beirute, Katia Aawar, o grupo é chamado de “Arteiras do Brasil” e terá no dia 28 de novembro a sua primeira exposição, no Centro Cultural Brasil Líbano, em Beirute.

Elas confeccionam acessórios e itens de uso doméstico como toalhas e panos de pratos com crochê, peças como xales, tocas e cachecóis em tricô, objetos de decoração e bonecas com biscuit, pinturas em quadros, sabonetes artesanais, trabalhos em patchwork como bolsas, mantos para bebês com apliques, velas decorativas, porcelanas pintadas, entre outros.

O grupo é formado por mulheres que vivem nas montanhas do Líbano, em regiões como o Vale do Bekaa e cidades como Trípoli e Saida. Katia teve a ideia de formar o grupo quando percebeu que muitas dessas brasileiras, que se mudam para o Líbano após o casamento com libaneses, se sentiam sozinhas e tristes. “A cultura é muito diferente”, afirma Katia.

Divulgação

Maioria das artesãs é muçulmana

A maior parte das brasileiras é muçulmana e se dedica a cuidar da família e da casa, não trabalha fora. Katia é membro do Conselho de Cidadãos Brasileiros em Beirute e ao ter conhecimento destas mulheres, descobriu que muitas são artesãs ou “arteiras”, como ela chama. O grupo foi formado há seis meses e o contato entre elas é principalmente virtual.

Katia conta que essa é uma tentativa de envolver essas brasileiras no mundo libanês no qual elas vivem e de ocupar o tempo delas. “É uma terapia ocupacional, faz elas se sentirem melhor e mais valorizadas pela sociedade onde vivem”, afirmou a coordenadora e fundadora do grupo. Inicialmente eram oito artesãs e agora são 30.

Cada brasileira produz as peças em sua própria casa. A ideia de Katia é que a exposição seja um primeiro espaço para divulgação e comercialização e que depois o grupo participe de feiras e se faça presente em outros locais de venda. Ela tem vontade de que a ideia se transforme em cooperativa no futuro. Além do nome “Arteiras do Brasil”, o grupo tem o slogan “Mãos que fazem história”.

Divulgação

Arte em bonecas e objetos domésticos

Katia é filha de pai libanês e mãe brasileira. Ela nasceu no Líbano, mas a família se mudou para o Brasil quando ela ainda era bem pequena, em 1978. Katia estudou Psicologia e também chegou a começar a faculdade de Pedagogia, mas há nove anos voltou para a terra de origem.

Como processo de adaptação, a brasileira logo se voltou para o trabalho social e de arte. Montou um projeto que une arte e reciclagem e passou a dar oficinas para grupos como idosos, crianças especiais e meninas. Atualmente ela também se dedica à costura criativa, dá aulas na área e criou uma marca pela qual produz bolsas de patchwork.

O artesanato e o trabalho social foram experimentados como terapia pela própria Katia há cerca de um ano, quando ela enfrentou um período pessoal difícil. Esse foi um dos fatores que impulsionou a brasileira para criar o projeto das artesãs.

Na exposição no Centro Cultural Brasil-Líbano serão mostrados os trabalhos de 20 mulheres. O artesanato também estará à venda. As peças poderão ser vistas e adquiridas entre 11h e 18h.

Serviço:

Jingle and Mingle
Exposição e venda de artesanato
Dia 28 de novembro de 2017
Das 11h às 18h
Centro Cultural Brasil-Líbano
Mar Mitr Street – Trad building - Achrafieh - Beirute
Entrada franca
Telefone: +961 1 322 905

Enviar por E-mail:





Comentários

Seu comentário será enviado para um moderador antes de ser publicado.





imagem_form