logo_anba_pt logo_camera_pt
23/11/2017 - 16:15hs
Compartilhe:

Editoras encaminham publicação de livros em árabe

Seis editores do Brasil participaram de jornadas de negócios em Sharjah, nos Emirados, e alinhavaram US$ 106 mil em vendas de direitos autorais de livros brasileiros que serão publicados em árabe.



São Paulo – A quantidade de livros de autores brasileiros no mercado árabe está por aumentar. Seis editoras do Brasil participaram da Feira Internacional do Livro de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, no começo deste mês, e voltaram com US$ 106 mil em negócios fechados e alinhavados para os próximos 12 meses.

Divulgação/CBL

Jornadas de negócios ocorreram em Sharjah

O valor divulgado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) se refere a direitos autorais de obras que serão traduzidas para outros idiomas, principalmente para o árabe. O número inclui negócios feitos em Sharjah e outros que poderão acontecer até a próxima edição da mostra, no final do ano que vem.

As negociações aconteceram em jornadas de negócios dois dias antes da feira, na Câmara de Comércio e Indústria de Sharjah, e há perspectivas de publicações nos Emirados, Egito e Líbano e Jordânia, no mercado árabe. Também houve contatos e negociações com outros países presentes, como Inglaterra, Itália, Japão, Turquia, Rússia, Índia, Canadá, México e Bélgica.

O gerente de Relações Internacional da CBL, Luiz Alvaro Salles Aguiar de Menezes, explica que as editoras de países árabes normalmente têm direito de venda em todos os demais mercados árabes. Isso significa que apesar dos negócios terem sido feitos principalmente com quatro países árabes, as obras traduzidas podem alcançar toda a região.

Menezes conta que percebeu o interesse principalmente por livros de literatura brasileira, como os romances. Também houve procura por obras universitárias, segundo ele. “Havia um particular interesse dos egípcios”, afirma o gerente sobre a busca de editoras do pais árabe da África - que recentemente passou por importante revolução política - pelos livros do Brasil.

Os editores brasileiros que viajaram para Sharjah foram Karine Pansa, da Girassol Brasil, Rita Mattar, da Companhia das Letras, Antonio Erivan Gomes, da Cortez Editora, Kin Sampaio, da Solisluna, Suria Scapin, da Pipoca, e Marco Antonio Garcia de Souza, representando as editoras Pallas, Jujuba e Callis. Menezes acompanhou o grupo pela CBL.

Divulgação/CBL

Representantes de editoras e CBL: imersão

A viagem fez parte das ações do Brazilian Publishers, programa de fomento a exportações do conteúdo editorial brasileiro levado adiante pela CBL com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Nas jornadas de negócios, os editores tiveram pelo menos 67 reuniões. Participaram no total 600 profissionais de 60 países.

Algumas das vendas alinhavadas estão pendentes de aprovação de um incentivo financeiro. A organização das jornadas disponibilizou US$ 300 mil para bolsas de tradução e publicação de livros para os participantes e os nomes dos projetos selecionados para receber o apoio serão divulgados em fevereiro, de acordo com Menezes.

“Os editores ficaram encantados com a organização e profissionalismo do evento, e com o suporte dado a todos os participantes”, afirmou Menezes. Além de participar das jornadas e visitar a feira, o grupo de brasileiros também teve a oportunidade de fazer uma imersão na cultura e nos valores locais, participando de uma programação voltada a esse objetivo.

A organização das jornadas e da feira foi da Sharjah Book Authority (SBA). O emirado de Sharjah será convidado de honra da próxima Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que ocorrerá de 03 a 12 de agosto de 2018 na capital paulista.

Enviar por E-mail:





Comentários

Seu comentário será enviado para um moderador antes de ser publicado.





imagem_form