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24/11/2017 - 19:43hs
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Cimenteira de Omã procura parceiros no Brasil

Oman Cement Company quer atrair empresas que agreguem inovações a um projeto no país da Península Arábica. Executivos da companhia visitaram a Câmara Árabe.



São Paulo – A cimenteira omanita Oman Cement Company busca no Brasil parceiros para uma nova fábrica em Duqm, uma zona franca industrial e portuária em Omã. O presidente da empresa, Abdullah Abbas Ahmed, visitou a Câmara de Comércio Árabe Brasileira nesta sexta-feira (24), acompanhado de outros executivos e do embaixador do país árabe em Brasília, Amad Hamood Salim Al Abri. O grupo foi recebido pelo diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, e o assessor da presidência da entidade para assuntos estratégicos, Tamer Mansour.

Alexandre Rocha/ANBA

Ahmed (3º da esq. p/ dir.): portas abertas para empresas brasileiras

Segundo Ahmed, a capacidade de produção da fábrica que a empresa tem atualmente pode ser ampliada, mas a ideia do projeto em Duqm é construir uma unidade que tenha custos menores, utilize formas alternativas de energia e que possa produzir itens de maior valor agregado. As instalações atuais utilizam gás na produção.

“Queremos formar um consórcio em Duqm de empresas que tenham sinergias em áreas como tecnologia, financeira e outras”, disse Ahmed à ANBA. No Brasil, ele espera encontrar parceiros que possam agregar inovações à iniciativa na forma de novas tecnologias de produção, fontes alternativas de energia e projetos inovadores.

“Estamos abrindo as portas [para parceiros brasileiros]”, destacou Ahmed. Na próxima semana, os representantes da companhia omanita pretendem se reunir com empresários, pesquisadores e profissionais brasileiros do setor.

Os executivos da Oman Cement Company ressaltaram que o polo de Duqm serve como centro de distribuição de produtos para outros países e regiões.

Quem já utiliza Omã como entreposto industrial e logístico é a mineradora brasileira Vale, que tem no Porto de Sohar uma usina de pelotização de minério de ferro, um terminal marítimo e instalações de armazenagem. Tanto que o minério de ferro é de longe a principal mercadoria exportada do Brasil ao país árabe.

De janeiro a outubro deste ano, as exportações brasileiras para lá somaram US$ 592 milhões, um aumento de 46,5% em relação ao mesmo período de 2016. O minério de ferro respondeu por US$ 402,5 milhões, um crescimento de 84,6% na mesma comparação.

Outros itens exportados pelo Brasil para Omã são carne de frango, tubos de aço, milho e sinalizadores. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Na outra mão, Omã exportou ao mercado brasileiro o equivalente a US$ 93,4 milhões de janeiro a outubro, um avanço de 27% sobre os dez primeiros meses do ano passado. Os principais produtos comercializados foram ureia, alumínio, sardinhas congeladas, polipropileno e enxofre.

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