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07/12/2017 - 15:00hs
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Apex-Brasil cria estratégia de atuação com embaixadas

Agência terá o setor comercial das embaixadas na elaboração de seus projetos setoriais. Em balanço de 2017, presidente da Apex contou que empresas apoiadas responderam por 28% da exportação brasileira.



São Paulo – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) vai trabalhar de forma próxima do Setor Comercial (Secom) das embaixadas brasileiras no exterior. A estratégia foi detalhada nesta quinta-feira (7) pelo presidente da agência, Roberto Jaguaribe, em um encontro com jornalistas no Hotel Renaissance, em São Paulo, para um balanço das ações realizadas em 2017 e apresentação de projetos de 2018.

Isaura Daniel/ANBA

Jaguaribe: Brasil quer investimento árabe

No exterior, a Apex-Brasil já costuma ter apoios e parcerias das embaixadas para suas ações. A agência trabalha a promoção das exportações brasileiras por projetos setoriais e os Secoms serão agora integrados na elaboração deles, “com vistas a absorver o conhecimento que eles têm de cada mercado em que estão situados”, disse Jaguaribe. Segundo o presidente, um primeiro projeto em que os Secoms foram chamados a opinar, do setor de arroz, já obteve uma mudança importante na percepção de mercados de relevância para o segmento.

A área comercial das embaixadas também será sempre chamada para geração de informações sobre os mercados. “Estamos através dos Secoms traçando algumas estratégias regionais e nacionais com vistas a maximizar a ocupação de espaços pelo Brasil em cada país”, afirmou o presidente da Apex-Brasil. A estratégia faz parte de uma percepção da agência da necessidade de incorporar mais atores do próprio Brasil em seus projetos setoriais.

Essa medida teve início no ano passado e terá continuidade em 2018. A Apex-Brasil também tem outras metas, como transformar a agência em uma One-Stop Shop (termo que designa um lugar que oferece solução completa) para Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil. Ela já fez várias ações para atração de investimentos, como a promoção do Brasil Investment Forum neste ano, que seguirá sendo realizado, além de várias parcerias para atuar na área.

Isaura Daniel/ANBA

Apex promoveu encontro com jornalistas

No trabalho pela atração de investidores estrangeiros, entre os alvos estão os países árabes. Jaguaribe afirmou que o Brasil está muito interessado em atrair investimentos de fundos árabes. “O Brasil é o maior país libanês do mundo”, afirmou ele, reforçando os laços que unem o Brasil com a região.

Outras estratégias da Apex-Brasil para o ano que vem são o reforço do trabalho pela promoção do agronegócio brasileiro e pelo comércio eletrônico. A agência criou uma gerência de Agronegócio, que tem sob seu chapéu 18 projetos setoriais. Para o e-commerce, a ideia é promover a inserção de empresas brasileiras no mercado internacional com comercialização via internet e plataformas eletrônicas. Nesse último caso, os países foco são China, Estados Unidos, México e Argentina.

Ano que se vai

Em seu balanço de 2017, a Apex-Brasil mostrou números de exportação de janeiro a outubro, período em que as empresas apoiadas pela agência faturaram US$ 51,6 bilhões com as vendas internacionais. Elas responderam por 28,1% de tudo o que foi exportado pelo Brasil ao exterior nos primeiros dez meses do ano, que foi US$ 183,5 bilhões. No total foram apoiadas 11.562 empresas em 223 mercados ao redor do mundo. Destas companhias, 50,4% foram beneficiadas com ações de promoção comercial, 2,6% com internacionalização e 47% com qualificação.

Isaura Daniel/ANBA

Ações beneficiaram mais de 11 mil empresas

Entre os dez maiores destinos de exportação das empresas apoiadas pela Apex-Brasil, um deles é árabe: a Arábia Saudita, que está em oitavo lugar no ranking, com US$ 1,4 bilhões em produtos adquiridos. O primeiro da lista é a China (US$ 9,7 bilhões), o segundo, os Estados Unidos (US$ 6,2 bilhões) e o terceiro, a Argentina (US$ 2,6 bilhões). O ranking segue com Holanda, Hong Kong, Japão, Rússia, Arábia Saudita, Irã e Alemanha.

Sobre o mercado árabe, Jaguaribe destacou que o Brasil tem uma relação importante com a região, sobretudo no fornecimento de alimentos. “Algumas empresas de alimentos brasileiras são as maiores produtoras de proteína halal do mundo. Esse é um mercado que já é tradicional do Brasil, seja no Golfo, seja no Egito, seja num país não árabe como o Irã”, disse o presidente da Apex-Brasil, citando outros importadores de halal, como a Arábia Saudita.

De acordo com Jaguaribe, a presença árabe no Brasil gera muita afinidade com a região. “Fizemos um levantamento sobre quais destinos as empresas que querem se internacionalizar preferem, e um país que ficou entre os cinco primeiros foi Emirados, porque Dubai criou muitas condições para isso”, disse. Ele lembrou que já há investimentos de empresas brasileiras em países árabes e que a Apex-Brasil tem feito ações específicas para a região.

Entre estas iniciativas, ele citou a realização de uma missão da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) a cinco países do Golfo em novembro, da qual a Apex-Brasil fez parte, e outra missão que será realizada na próxima semana pelos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE), em Abu Dhabi, da qual a agência também participará. As duas ações são para atrair investimentos.

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