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21/12/2017 - 18:00hs
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América Latina é prioridade para o Egito, diz ministro

Tarek Kabil, titular da pasta de Comércio e Indústria do país árabe, participou da 51ª reunião de chefes de estado do bloco sul-americano nesta quinta-feira, em Brasília.



Reprodução/Facebook

Kabil quer equilibrar a balança comercial entre o bloco e o Egito

São Paulo – O ministro do Comércio e Indústria do Egito, Tarek Kabil, participou da 51ª reunião da Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul nesta quinta-feira (21), em Brasília (DF). A convite do presidente brasileiro, Michel Temer, o ministro egípcio destacou pontos do comércio bilateral entre o Egito e o Mercosul. Temer passou a presidência do bloco sul-americano ao presidente do Paraguai, Horacio Cartes.

Kabil afirmou que a América Latina e o Caribe são regiões prioritárias em termos políticos e econômicos para o Egito. Dentro deste contexto, o Mercosul se destaca, de acordo com o ministro.

Segundo Kabil, em 2016 o comércio bilateral entre o país árabe e o bloco sul-americano alcançou cerca de US$ 4,5 bilhões, “Isto apresenta um bom alicerce no qual podemos construir esse trabalho bilateral. Entretanto o saldo comercial é muito desfavorável ao Egito. Esperamos que o acordo bilateral ajude a mudar isso”, afirmou o ministro, referindo-se ao tratado de livre comércio entre o Egito e o Mercosul, que entrou recentemente em vigor.

Na terça-feira (19), em encontro com lideranças da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, o ministro egípcio havia destacado a necessidade de equilibrar a balança e citou alguns produtos que o país árabe deseja exportar ao Brasil, além de pedir a aceleração das desgravações de produtos incluídos no acordo.

Ainda em seu discurso à cúpula do Mercosul, Kabil apresentou alguns dados econômicos do Egito, que passa por um momento de recuperação. Segundo o ministro, o PIB local cresceu 4,3% no ano passado e deverá chegar a 5% este ano, enquanto as reservas em dólares seguem em alta após a liberação do câmbio e consequente desvalorização da libra egípcia, e o desemprego no país caiu.

Ele ainda destacou o acordo fechado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) no ano passado. Nesta quarta-feira (20), o fundo liberou mais US$ 2 bilhões de um total de US$ 12 bilhões acordados em novembro de 2016, o que comprova que as medidas tomadas pelo governo egípcio estão de acordo com as expectativas do FMI.

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