logo_anba_pt logo_camera_pt
09/01/2018 - 18:05hs
Compartilhe:

Brasil exporta menos calçados para árabes

Emirados são o principal mercado na região e as vendas para lá caíram 19% no ano passado, para US$ 13,4 milhões.



São Paulo – A exportação de calçados brasileiros ao Emirados Árabes Unidos caiu 19,5% em 2017, em comparação com 2016, para US$ 13,4 milhões. O país é o 16º maior importador de sapatos do Brasil. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (09) pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Os países árabes representaram 4,45% do total exportado pelo Brasil em 2017, participação 1,15% menor do que a de 2016.

Divulgação

Klein: crise no preço do petróleo teve impacto nas compras dos árabes

Segundo o presidente da Abicalçados, Heitor Klein, “a crise no preço do petróleo (que caiu a partir de 2014) teve forte impacto nas reservas internacionais dos países árabes. O efeito foi a queda nas importações desses países”.

Países árabes com menor volume de importação são Arábia Saudita e Líbano, que também registraram quedas, de 49,7% e 7,7%, respectivamente. Segundo Klein, apesar de a Arábia Saudita ser um importante mercado de calçados, nunca chegou a figurar entre os principais destinos do Brasil, ao contrário dos Emirados, que além de ser consumidor do produto brasileiro, o reexporta para outros mercados da região, inclusive a Arábia Saudita.

De maneira geral, as exportações para a região caíram 19,3% em volume e 19,9% em dólares no comparativo com 2016. Pelo lado otimista, em 2017 houve maior alcance de mercados menores, como Bahrein, Argélia, Omã, Síria, Egito, Iraque e Catar. A Síria teve um crescimento de 1.905% na receita, passando de US$ 20 mil para US$ 407 mil. Omã cresceu 175%, e o Egito, 116%.

O total exportado pelo Brasil ao mundo em 2017 teve alta de 9,3%, gerando US$ 1,09 bilhão. Em volume, o aumento foi de 1,2%, o que demonstra um encarecimento do produto brasileiro, em função da desvalorização do dólar ao longo do ano passado.

Segundo Klein, “em 2017 houve um grande esforço por parte das empresas brasileiras de calçados, com estratégias diferenciadas, adaptando produtos aos mercados internacionais e fazendo investimentos em promoção comercial e de imagem”. “O resultado foi que, mesmo com um preço mais elevado, em função da desvalorização do dólar, e todos os problemas estruturais de se produzir no Brasil, conseguimos um resultado interessante, o melhor desde 2013”, completou.

Outros países que geraram menos receitas em foram os Estados Unidos (-14,42%), que mantêm o 1º lugar no ranking dos mercados; seguidos por Colômbia (-9,1%), em 7º lugar; Reino Unido (-19,8%), na 11ª posição; Israel (-12,2%), em 14º lugar; e Cuba (-5,5%), na 18ª colocação.

O maior crescimento de exportações foi para o Equador, com 102%, e para a China, com 100%, que agora ocupam a 10ª e a 20ª posições no ranking de países, respectivamente.

“Iniciamos o ano com preço médio de US$ 7 e encerramos comercializando a quase US$ 9”, disse o presidente da Abicalçados. Para ele, os resultados poderiam ser melhores sem a oscilação cambial. “Chegamos a ter um câmbio próximo a R$ 3,40 durante o ano, valor que caiu à casa de R$ 3,20. Evidentemente que teve reflexo no preço do nosso calçado, que ficou mais caro para o comprador estrangeiro”, comentou.

Estados Unidos, Argentina, Paraguai, Bolívia e França se mantiveram como os maiores compradores de calçados brasileiros.

Nas importações de calçados, houve alta de 4,6% no volume e queda de 1,1% na receita no comparativo com 2016, somando US$ 340 milhões. As principais origens foram Vietnã, Indonésia e China.

Enviar por E-mail:





Comentários

Seu comentário será enviado para um moderador antes de ser publicado.





imagem_form