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09/01/2018 - 19:15hs
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Bird revisa PIB mundial para cima

Banco Mundial estima que a economia global irá crescer 3,1% este ano, após um avanço mais forte do que o esperado em 2017. Projeções para Brasil, Oriente Médio e Norte da África também foram ampliadas.



São Paulo – O Banco Mundial (Bird) revisou para cima sua previsão para o crescimento mundial este ano, e também para o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e da região do Oriente Médio e Norte da África. Divulgado nesta terça-feira (09), em Washington, o relatório Perspectivas Econômicas Globais estima que o PIB mundial irá crescer 3,1% em 2018, contra 3% em 2017.

A projeção para este ano foi revista para cima em 0,2 ponto percentual em relação à previsão feita em junho último pelo banco, e o número de 2017 foi ampliado em 0,3%. De acordo com a instituição, o crescimento do ano passado foi muito mais forte do que o esperado.

Para o Bird, 2018 será o primeiro ano em que a economia global deverá operar em capacidade total ou quase total desde a crise financeira internacional, deflagrada em 2008. Nesse sentido, o banco avalia que o crescimento previsto poderá ser de curto prazo, na medida em que existe a perspectiva de uma redução do crescimento potencial, ou seja, a diferença entre o que uma economia de fato cresce e o espaço que ela tem para crescer.

Esta “folga” está “prestes a diminuir”. Diante deste cenário, a instituição diz que os governos precisam ir além das políticas monetárias e fiscais. “É uma excelente oportunidade para investir no capital humano e físico”, disse o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, segundo comunicado da instituição.

“Reformas que promovam educação e saúde de qualidade, bem como melhora nos serviços de infraestrutura, podem impulsionar substancialmente o crescimento potencial, especialmente entre mercados emergentes e as economias em desenvolvimento”, acrescentou o diretor sênior de Economias em Desenvolvimento do Banco Mundial, Shantayanan Devarajan, segundo a nota da entidade. Ele ressalta, porém, que “algumas dessas reformas sofrerão a resistência de grupos politicamente poderosos”.

No curto prazo, as economias emergentes e em desenvolvimento deverão crescer 4,5% em 2018, ante 4,3% no ano passado, com aceleração para 4,7% em 2019 e em 2020. É esperada uma recuperação contínua dos países exportadores de commodities.

Brasil e árabes

No caso do Brasil, a projeção do Banco Mundial é de um crescimento de 2% em 2018, um aumento de 0,2 ponto percentual em relação à estimativa de junho do ano passado. O avanço do PIB do País em 2017 foi revisado para cima em 0,7 ponto percentual, para 1%. Há expectativa de aceleração para 2,3% em 2019 e 2,5% em 2020.

Segundo o Bird, o Brasil voltou a crescer “após uma profunda recessão de dois anos, apoiado principalmente pela recuperação do consumo privado”. A “incerteza política”, porém, é um risco para o crescimento do País. Este ano serão realizadas eleições para presidente, governadores de estado, senadores, deputados federais e estaduais.

No Oriente Médio e Norte da África, a economia desacelerou para 1,8% em 2017, depois de ter crescido 5% em 2016. Isso é reflexo da menor produção petrolífera, pois a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros exportadores que não integram o grupo firmaram um acordo para reduzir a extração e pressionar os preços para cima. É reflexo também “das contínuas tensões geopolíticas”, ou seja, dos conflitos na região.

Além disso, o banco cita como fatores que contribuíram para a redução do crescimento na região o ajuste fiscal na Arábia Saudita e o bloqueio ao Catar imposto por países vizinhos.

Para este ano, no entanto, deverá ocorrer um avanço de 3% no crescimento da região, e para 3,2% em 2019. As projeções para este ano e o próximo foram ampliadas em 0,1 ponto percentual em relação ao relatório de julho de 2017, com perspectivas de arrefecimento das tensões regionais e de aumento moderado dos preços do petróleo. Espera-se também afrouxamento de medidas fiscais e investimentos em infraestrutura, incentivados por eventos como a Expo 2020, exposição universal que será realizada em Dubai.

Os riscos para a região são o recrudescimento de conflitos e cotações do petróleo mais baixas do que o esperado.

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