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10/01/2018 - 20:00hs
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Argélia suspende importação de mais de 850 produtos

Com a medida, país africano busca restabelecer o equilíbrio da balança de pagamentos. Principais produtos exportados pelo Brasil ficaram de fora.



São Paulo – A Argélia suspendeu temporariamente a importação de 851 produtos de 45 categorias diferentes. Com a medida, segundo informações da agência local Algérie Press Service (APS), o governo pretende equilibrar a balança de pagamentos, que está deficitária, pois o país passou a receber menos divisas com a queda do preço do petróleo.

A lista de produtos que o país está proibindo a importação inclui frutas secas e frescas (exceto bananas), legumes frescos (exceto alho), carnes (exceto bovina), atum, derivados de milho, carne processada, goma de mascar, balas e chocolates, massas alimentares, massas folhadas, derivados de cereais, conservas de legumes, tomates preparados ou em conserva, doces, geleias, frutas em conserva, cimento, água mineral, detergente, plásticos manufaturados e semimanufaturados, produtos de higiene, mármores e granitos, papel higiênico, tapetes, cerâmicas, copos, colheitadeiras, torneiras, fios e cabos, móveis, lustres, eletrodomésticos, telefones celulares, entre outros, de acordo com a APS.

Embora a medida possa afetar alguns exportadores brasileiras, os principais produtos da pauta de exportação para a Argélia ficaram de fora da lista, explica o diretor-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby. “Enviamos para lá essencialmente açúcar, óleos vegetais, milho, carne e soja”, disse executivo. No ano passado, 74% dos embarques foram de açúcar, de acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Segundo a agência Reuters, em torno de 95% da receita com as exportações da Argélia é obtida com petróleo e gás. A queda do preço do produto no mercado mundial, aliada ao acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de reduzir a produção dos seus membros, minguou a entrada de divisas no país e produziu déficit em conta corrente. O governo local já vinha promovendo ações para incentivar a produção nacional, mas agora resolveu restringir bastante as importações.

“Vale lembrar que a Argélia não é membro da OMC (Organização Mundial do Comércio), ela atua apenas como observadora, então o governo pode fazer esses movimentos e aumentar imposto”, destacou Alaby.

Ao mesmo tempo em que barrou a importação desses 851 produtos, o governo argelino elevou a taxa de importação de 32 categorias de produtos acabados, como grão de girassol, material plástico, fornos para cozinha, filtros de água e bebidas, aparelhos para filtragem de óleos minerais, produtos de informática, computadores portáteis e tablets, cabos elétricos, carroceria para tratores e caminhões, entre outros.

O governo aplicou também medidas internas: fixou em 30% o imposto sobre o consumo de 10 famílias de produtos manufaturados: salmão, frutas secas, especiarias, doces, confeitaria, preparações a base de extratos e essências, modens e decodificadores digitais, aparelhos de prevenção a incêndio, microcomputadores e aparelhos elétricos de segurança.

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