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13/02/2018 - 20:24hs
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Brasil pode investir em setores prioritários no Iraque

A Conferência 'Invista no Iraque' apresentou 212 projetos em áreas que necessitam de investimentos da comunidade internacional. Brasil foi representado por Karen Jones, da Apex-Brasil.



Cidade do Kuwait – Setenta e sete países e mais de 2.200 representantes de empresas participaram da Conferência “Invista no Iraque” nesta terça-feira (13), no hotel Crowne Plaza, na Cidade do Kuwait. O evento foi organizado pela Câmara de Comércio e Indústria do Kuwait, com apoio do Banco Mundial, e faz parte da Conferência Internacional para a Reconstrução do Iraque. Empesas iraquianas se mostraram abertas a pacerias internacionais para atuação no país, inclusive do Brasil. 

Bruna Garcia/ANBA

Encontro ocorreu no Crowne Plaza

Nos painéis foram apresentados 212 projetos em setores prioritários no Iraque, com destaque para a área agrícola, com 88 iniciativas. Outros projetos estão nas áreas de transporte (23 projetos), indústrias (30 projetos) turismo (10 projetos), além de infraestrutura, energia, habitação, materiais e serviços de construção, produtos alimentícios, petroquímicos, logística e telecomunicações.

Fizeram parte dos painéis o ministro do Planejamento do Iraque, Salman Al Jumaili, o presidente da Câmara de Comércio do Kuwait, Ali Mohamed Al Ghanem, entre outros representantes dos principais setores do governo e de entidades públicas e privadas.

Dentre as empresas participantes, 320 eram kuwaitianas, segundo o diretor-geral assistente da Câmara de Comércio e Indústria do Kuwait, Emad Al-Zaid. Ele afirmou que a expectativa é de atrair investimentos principalmente dos Estados Unidos e União Europeia. 

Representando o Brasil estava a chefe do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para o Oriente Médio, Karen Jones. Sua presença no evento foi estratégica para observar e compartilhar as informações apresentadas com potenciais investidores brasileiros.

Bruna Garcia/ANBA

Karen Jones representou o Brasil no evento

Segundo ela, quando se fala em atração de investimentos, pontos cruciais foram apresentados, como o quadro jurídico, com a facilitação de leis reguladoras; o One-Stop Shop (balcão único, em tradução livre), que atua como um facilitador, uma única entidade que vai guiar no passo a passo dos investimentos; serviços de assistência posterior ao investidor, além das modalidades de financiamento e garantias.

Para Jones, as apresentações mostraram que o país está preparado para receber investimentos. “É muito interessante perceber que eles já fizeram um trabalho de estruturação para passar uma garantia maior para possíveis investidores”, comentou.

“Deram informações sobre projetos dos setores prioritários, e são várias oportunidades para o investidor brasileiro, como gás natural, produtos e serviços, serviços de saúde, produção de farmacêuticos, serviços de engenharia e construtoras, entre outros. Sem dúvida são setores que investidores brasileiros podem investir; vou compartilhar essas informações, esse é o trabalho” completou.

Diversas empresas iraquianas divulgaram seu trabalho em estandes no segundo andar do hotel. A ideia era dar informações e atrair investimentos e parcerias. Segundo Jafar Sadik, representante da comunicação do National Holding Group, eles já têm parceria com países como a Turquia e a Itália, e estão buscando mais cooperação internacional. “Estamos abertos para investidores brasileiros e de todo o mundo”, afirmou.


Relações Exteriores

Bruna Garcia/ANBA

Tillerson afirmou que EUA manterá parceria com Iraque

Ao final da conferência, discursaram o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, o secretário de estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, e o primeiro-ministro do Iraque, Haider Al-Abadi.

Le Drian reafirmou o compromisso e apoio da França para com o Iraque até que ele se reerga e prospere, e disse que seu país mantém esse apoio, como o fez durante a luta contra o terrorismo.

“O governo do Iraque está tomando medidas para transformar palavras em ações e para demonstrar que o país está aberto para negócios”, disse Tillerson. Para ele, o Iraque foi um forte aliado no combate ao terrorismo, e os Estados Unidos irão manter suas relações bilaterais com um acordo estratégico. “Apoiamos os esforços do Iraque em assegurar estabilidade financeira e governamental, e em promover a reforma econômica e sua disposição para melhorar a transparência. Isso vai ajudar a ganhar a confiança dos investidores”.

Bruna Garcia/ANBA

Construir um país pacífico é primordial para conquistar estabilidade, disse Abadi

Abadi afirmou que “o grande desafio desta crise financeira é combater a corrupção e a falta de transparência”. Segundo ele, o programa de reforma do governo está sendo apresentado para a comunidade internacional, para ajudar investidores e estimular os negócios no país.

O primeiro-ministro disse ainda que o setor mais afetado foi o de habitação, já que mais de 150 mil casas foram destruídas, e que conta com o apoio da comunidade internacional para iniciar esta nova fase de reconstrução do país. “O Iraque é vitorioso, o Estado Islâmico fugiu porque nós permanecemos unidos".

Ele disse também que “construir um país pacífico é primordial para conquistar estabilidade”, e que “proteger as pessoas é nossa prioridade acima de tudo”.

Nesta terça-feira aconteceu também a reunião ministerial da Coalizão Global para Derrotar o Estado Islâmico no Bayan Palace, o palácio oficial do emir do Kuwait. Paralelamente ao evento, o emir Sabah Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah recebeu, a portas fechadas, Tillerson e Le Drian, além de Federica Mogherini, Alta Representante da União Europeia para Política Externa e Segurança, e Ine Marie Eriksen Soreide, ministra de Relações Exteriores da Noruega.

*A jornalista viajou a convite do governo do Kuwait

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