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25/06/2010 - 15:26

Esportes

Rio discute experiências olímpicas

Organizadores de Pequim 2008, Londres 2012 e das Olimpíadas de Inverno de Vancouver falaram sobre práticas bem sucedidas que podem ser usadas pelo Brasil na Copa de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016.

Agência Sebrae
Rio de Janeiro - Os estádios construídos para as Olimpíadas de Pequim, trem de alta velocidade e transposição de água entre regiões foram alguns dos exemplos que os chineses apresentaram como prova da capacidade de organização. Abertamente, deixaram claro que querem participar das grandes obras de infraestrutura que o Brasil precisa fazer para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. A apresentação foi feita no Seminário “Infraestrutura Brasil: Projetos e Oportunidades de Financiamento no Setor Esportivo”, que terminou nessa quinta-feira (24), no Rio de Janeiro.

“O Brasil precisa olhar os melhores projetos do mundo. Temos muita experiência para compartilhar e um grande espaço de cooperação. Pedimos que haja princípios de justiça e transparência na escolha. A parceria pode acontecer de forma integrada de forma a permitir e incentivar projetos mais personalizados com preços e tecnologia competitivos. Para facilitar, o governo brasileiro poderia tomar medidas como diminuir os tributos e facilitar a entrada de materiais importados”, afirmou o representante da Contractor Association, Miao Chiangliang.

Em Londres, sede das Olimpíadas de 2012, os ingleses montaram uma agência para coordenar com mais rapidez e flexibilidade todas as obras previstas. Com este modelo, implantaram compras conjuntas, facilitaram gestão de custos e acompanham de perto todo o processo, com o mínimo de burocracia governamental. O representante inglês, Tim Jones, ressaltou a importância da participação dos pequenos negócios.

“Muitas obras são feitas por grandes companhias, mas não se pode prescindir da participação de empresas de pequeno e médio porte. Abrimos espaço para que as empresas interessadas pudessem oferecer seus produtos ou especialização. Esta tem sido uma forma eficiente de trabalho e oportunidade para os pequenos negócios”, ressaltou.

Treinamento de pessoal, utilização de instalações existentes como Wimbledon, construção de atrativos em torno dos estádios, como shoppings e parques, e facilidade de acesso ao aeroporto foram outras medidas citadas por Jones. "Precisamos pensar no legado para que os lugares possam ser revitalizados e não abandonados depois dos jogos", afirmou, aconselhando ainda que é importante "manter o governo fora da gestão cotidiana".

Para a cidade de Vancouver (Canadá), que organizou os Jogos Olímpicos de Inverno, o modelo também previu agilidade e independência. Muitos projetos, segundo Gary Webster, estavam na prateleira há 15 anos. A necessidade imposta pelos jogos acelerou todo o processo.

“O investimento em infraestrutura foi calculado em US$ 7 bilhões, dos quais US$ 3 bilhões foram fruto da parceria público-privada. Esse modelo, usado no mundo inteiro, permite modelos de contrato e financiamento mais flexíveis. Como não podíamos perder tempo, trabalhamos para encontrar maneiras de atravessar a burocracia do governo.”

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