22/06/2010 - 08:30
Turismo
Rumo a 2014
Copa do Mundo trará incremento de R$ 47,9 bilhões para o PIB do Brasil. Saiba o que o torneio significará para o turismo nacional na última reportagem da série sobre o crescimento do setor no Brasil.
Rio terá Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016: vitrine para o turismo
Ainda de acordo com o Ministério, já foram investidos R$ 552 milhões nas cidades que devem receber os reis dos gramados daqui a quatro anos: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. "As cidades-sede da Copa vão ganhar visibilidade com o torneio", explica o diretor de Produtos e Destinos da Embratur, Marcelo Pedroso. "Sem falar que queremos aproveitar o evento para diversificar as opções de destinos dentro do país", diz.
Todos os municípios participantes do mundial devem ganhar ainda corredores exclusivos de ônibus e bondinhos, os chamados veículos leves sobre trilhos. A ideia é facilitar a circulação nos trajetos entre os estádios, hotéis, rodoviárias e aeroportos. Ao todo, serão 47 projetos de transporte público, com obras orçadas em R$ 11,4 bilhões.
Pedroso afirma que, para 2014, estão previstos investimentos de R$ 20 bilhões em obras de infraestrutura como a construção de estradas, por exemplo. Um processo que mexerá, principalmente, com a vida das maiores metrópoles brasileiras: São Paulo e Rio de Janeiro.
No Rio de Janeiro, que de quebra ainda vai sediar as Olimpíadas em 2016, o fluxo turístico internacional deverá ser de aproximadamente 79 mil pessoas para a Copa e de 196 mil para os jogos olímpicos. A estimativa é da Secretaria Especial de Turismo/RioTur.
Para receber o mundial e os jogos olímpicos, a cidade maravilhosa espera tirar do papel obras como a construção de um trem bala orçado em R$ 34,6 bilhões, a reforma dos dois terminais de seu aeroporto internacional para atingir a capacidade de 25 milhões de passageiros por ano e a extensão das linhas 1 e 4 do metrô, estimadas em R$ 1,1 bilhão e R$ 4 bilhões, respectivamente.
São Paulo receberá 500 mil visitantes e 3 mil jornalistas na Copa de 2014
Em São Paulo, estão previstos reforços que somam R$ 1,68 bilhão nos aeroportos de Garulhos e Congonhas, além de outros R$ 936 milhões no terminal de Viracopos, em Campinas, a 99 quilômetros da capital paulista. Ao todo, a maior cidade do país deve receber quase R$ 34 bilhões em obras para o mundial. A expectativa de turistas é de 500 mil visitantes a mais no mês da Copa, além de três mil jornalistas.
Rede hoteleira a todo vapor
Entre as grandes redes de hotelaria, a expectativa para o mundial de 2014 é grande desde já. No grupo Accor, de origem francesa e atuando no país com as bandeiras Sofitel, Novotel, Mercure, Ibis e Formule 1, são 73 hotéis funcionando hoje nas cidades que vão sediar a Copa, com mais 25 unidades em construção, somando investimentos de R$ 480 milhões. A empresa diz que há ainda outros 34 pontos em negociação avançada com investidores para serem construídos. E isso não é tudo: nas localidades próximas às capitais que receberão os jogos, há 18 projetos em implantação e 35 em negociação avançada.
Já no Grupo Blue Tree, estão previstas, para este ano, cinco inaugurações nas regiões Centro-Oeste e Norte. "Estamos observando um desempenho bastante positivo", explica a presidente executiva da rede Blue Tree, Chieko Aoki. "O primeiro trimestre do ano foi fechado com um crescimento de 15% quando comparado com o mesmo período de 2009”, afirma.
Segundo a empresária, o setor está se preparando para receber os visitantes que virão ver a Copa e as Olimpíadas. "Sendo um dos principais elos da cadeia de turismo, nos organizamos desde já para oferecer produtos e serviços de primeira linha", diz Chieko.
Lição de casa
De acordo com o presidente da Arbache Consultoria, professor e consultor na área de inteligência de mercado, Fernando Arbache, é de serviços de primeira linha que o país precisa para colher bons frutos com a realização da Copa e das Olimpíadas. "Os maiores benefícios vêm depois desses eventos", explica. "A maioria dos países que se prepararam bem, tiveram resultados positivos, já que, após os jogos, a tendência é de que as pessoas voltem como turistas", afirma. Do contrário, o mico pode ser total. "O ônus de uma Copa mal organizada pode durar décadas", diz.
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A lógica é a de que, se bem trabalhado, o turismo pode mudar o país em termos de geração de empregos. "Quem sai de férias quer descansar e ter privilégios, sem se deparar com serviços automatizados", explica Arbache. "Turista quer ser servido, atendido pessoalmente. E é aí que entra a empregabilidade que o setor proporciona".
Para exemplificar o que diz, Arbache cita o exemplo de Cancún, badalado balneário no México. "Os hotéis de Cancún oferecem serviços excelentes. Foi só enxergar isso que o México passou a atrair turistas do mundo inteiro para lá", afirma. "O Brasil precisa se profissionalizar nesse sentido, entender que o turismo é um impulso à mobilidade social de muitos trabalhadores", diz.
Leia abaixo as demais matérias da série da ANBA sobre turismo.
O melhor destino do mundo
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Mais árabes aqui e mais brasileiros lá
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Para todos os gostos
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De malas prontas
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