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Turismo é prioridade no mundo árabe
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A Organização Mundial do Turismo (OMT) prevê que o número de turistas internacionais vai chegar a 1,8 bilhão de pessoas por ano até 2030. Até lá, a participação do Oriente Médio neste mercado pode subir dos atuais 6% para 8%, o que significa cerca de 150 milhões de visitantes anuais. O mundo árabe reúne uma das maiores diversidades do mundo em termos de atrações turísticas, desde monumentos da antiguidade do porte das Pirâmides de Gizé e da cidade de Petra (foto) até ícones arquitetônicos do século 21, como o Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo. Mesmo em tempos de crise, destinos da região como Egito, Jordânia, Líbano, Tunísia e Marrocos reagem rapidamente por seu charme atemporal e pela hospitalidade de seus povos. Do lado contemporâneo, os países do Golfo passaram a fazer parte do mapa do turismo mundial com o desenvolvimento de cidades com infraestrutura de primeira classe, como Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e Doha, no Catar. Estes polos estão conectados aos quatro cantos do mundo por meio de seus aeroportos e companhias aéreas. Em Dubai, por exemplo, a Emirates Airline prevê superar a marca de 70 milhões de passageiros transportados em 2020, ano em que o emirado vai sediar a exposição universal Expo 2020, evento que pode atrair 25 milhões de visitantes para a cidade. A previsão para o ano que vem é que o Aeroporto Internacional de Dubai e o mais novo Aeroporto Internacional Al Maktoum recebam 126 milhões de passageiros. O último, quanto estiver 100% pronto, no fim da próxima década, poderá receber 220 milhões de passageiros anuais.
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Atividade pode ser halal
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Assim como alimentos e outros bens de consumo, o turismo pode ser halal, ou seja, realizado seguindo tradições islâmicas. Muçulmanos praticantes gostam de tirar férias em lugares que respeitam suas crenças e atendam suas necessidades, como a oferta de alimentos halal em restaurantes e hotéis, acomodações que incluam salas de oração e resorts com estruturas segregadas para famílias em piscinas e praias. Em sintonia com o crescimento de outros setores da econômica halal, os muçulmanos esperam também formas de entretenimento com temas islâmicos, assistência médica, e opções islâmicas de compra e financiamento. Os países da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) estão cada vez mais atentos a essas necessidades, ao passo que as nações do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) investem no turismo muçulmano, com forte ênfase em hotéis e resorts familiares. O GCC é formado por Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados, Kuwait e Omã. O turismo de praia é um segmento particularmente forte. Em 2017, na Turquia, por exemplo, os resorts considerados halal movimentaram US$ 184 milhões. A Turquia não é um país árabe, mas sua população é majoritariamente muçulmana. Nesse sentido, um número crescente de países e operadores estão suprindo a demanda deste mercado desde o Norte da África até o Extremo Oriente. O turismo é tão importante no mundo árabe que países como Arábia Saudita e Omã estão colocando a atividade como uma das principais propulsoras do crescimento econômico em suas estratégias nacionais de desenvolvimento. A Arábia Saudita pretende ser mais do que um destino de peregrinação, convencendo os muçulmanos que vão ao país para o Hajj e a Umrah a estenderem sua estadia e visitarem outros locais religiosos, históricos e culturais. Os sauditas planejam investir US$ 64 bilhões em entretenimento na próxima década, e pretendem também expandir significativamente a infraestrutura para o Hajj e a Umrah com o objetivo de melhorar a experiência dos peregrinos. Um exemplo disso é a construção de uma ferrovia de alta velocidade entre Meca e Medina. Além disso, serviços on-line de viagem para muçulmanos estão se revelando atraentes para os investidores. O aplicativo de reservas UmrahHajj atraiu US$ 1 milhão em capital, o HolidayMe levantou US$ 12 milhões em financiamento e o HalalBooking.com está buscando levantar US$ 10 milhões. O gasto de muçulmanos em viagens foi estimado em US$ 177 bilhões em 2017 e a previsão é que esta movimentação chegue a US$ 274 bilhões em 2023, segundo o relatório State of the Global Islamic Economy.
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Mas tem que ser sustentável
Quanto mais preservado o ambiente natural e os sítios históricos de uma região, mais alto tende a ser o valor que os turistas estão dispostos a gastar para visitá-la. Vale mencionar que o setor de turismo é um dos que mais emprega mulheres. Estes fatores são vetores da redução da desigualdade de renda. O desenvolvimento do setor de turismo é um dos pilares dos processos de diversificação econômica dos países árabes. A sustentabilidade desta atividade contrasta com as estratégias adotadas por alguns países de promover o turismo de luxo, tendo em vista, por exemplo, a escassez de água na região. Aliar o crescimento do setor à sustentabilidade é um nicho a ser explorado por empreendedores e pequenas empresas que consigam desenvolver soluções inovadores para a região.
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ABAV 2019
De olho no potencial do turismo no Oriente Médio e Norte da África, a Câmara de Comércio Árabe Brasileira vai participar da feira da Associação Brasileira de Agência de Viagens, a Abav 2019, que será realizada de 25 a 27 de setembro, em São Paulo. A Câmara irá organizar um pavilhão árabe com área para dez expositores. Podem participar agências brasileiras que atuam com destinos árabes, agências de países da região, hotéis, órgãos nacionais de promoção do turismo, e outras empresas e instituições do setor. O espaço contará com um domo de realidade aumentada para exibição de vídeos de destinos em 360 graus, instalado sobre um lounge árabe, além de óculos – também de realidade aumentada – para apresentação de atrações e instalações turísticas. Clique aqui para assistir a um vídeo sobre o pavilhão. Interessado em participar? Precisa de mais informações? Envie um e-mail para o Departamento Comercial da Câmara Árabe: comercial@ccab.org.br
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Exportações tiveram forte desempenho
As exportações do Brasil aos países árabes somaram US$ 1,2 bilhão em maio, um amento de 24% sobre o mesmo período do ano passado. Foi o melhor resultado mensal desde janeiro de 2016. Destaque para as vendas de minério de ferro, óleo de soja e gado vivo, que também registraram os maiores resultado mensais desde o primeiro mês de 2016. No acumulado de janeiro a maio, as exportações ultrapassaram US$ 5 bilhões, um crescimento de 14,6% em relação aos cinco primeiros meses de 2018. Entre os principais produtos, apresentaram bom desempenho os embarques de carne de frango, carne bovina, perfis de ferro e aço, minério de ferro e gado em pé. Clique aqui para ler a análise completa da balança comercial feita pelo Departamento de Inteligência de Mercado da Câmara Árabe.
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O que vai acontecer em julho
A Câmara Árabe vai lançar em julho uma versão em árabe da ANBA. As reportagens da Agência de Notícias Brasil-Árabe agora passam a ser oferecidas simultaneamente em português, inglês e árabe. Tudo no site www.anba.com.br. Aguarde!
Em 03 de julho, a entidade participa da Cúpula Econômica Árabe-Britânica, em Londres, na Inglaterra. O fórum é organizado pela Câmara de Comércio Árabe-Britânica. A iniciativa se insere na missão da Câmara Árabe de promover as relações entre brasileiros e árabes onde quer que eles estejam. Neste sentido, a instituições marcou presença no Fórum Econômico Árabe-Alemão, em Berlim, em junho. Saiba mais aqui e aqui. E no dia 24, o secretário-geral da Câmara Árabe, Tamer Mansour, vai fazer uma palestra sobre oportunidades de negócios nos países árabes na Prefeitura de Jundiaí, no interior de São Paulo. Aguarde detalhes.
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OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS
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Confira algumas reportagens publicadas em junho pela Agência de Notícias Brasil Árabe (ANBA), site de notícias da Câmara Árabe, que podem render negócios para sua empresa:
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Câmaras marcam eventos de negócios no Brasil e mundo árabeRio de Janeiro – O presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun, esteve nesta quinta-feira (13) no 11º Congresso Mundial de Câmaras...
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Câmara Árabe e Apex discutem renovação de parceriaSão Paulo – O novo presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Sergio Segovia (foto acima)...
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