Geovana Pagel
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São Paulo – Para conquistar novos clientes no mercado interno e atrair a atenção do mercado internacional, a fabricante de camisas masculinas Leaders Club Camisaria tem algumas cartas na manga: o uso de tecidos diferenciados como algodão egípcio e ecologicamente corretos como fibra de bambu.
"Decidimos trabalhar com algodão egípcio porque é uma matéria-prima que agrega valor ao produto, principalmente para as empresas que pretendem exportar, como é o nosso caso", afirma Cleide Nunes, proprietária da camisaria, com sede em Indaial, Santa Catarina. "O fio egípcio já é muito conhecido no mundo, então é mais fácil introduzir em novos mercados", observa.
De acordo com a empresária, uma das apostas da empresa para apresentar as camisas para os compradores internacionais é Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. "Tenho feito muitas pesquisas para identificar potenciais importadores e observei que Dubai pode ser um ótimo começo. Pode ser a porta de entrada para nossas camisas no mercado externo", comenta.
Já a idéia de investir nos tecidos com fibra de bambu – natural e biodegradável, é uma tendência de marcas que se preocupam com o futuro da natureza no planeta. Junto com a leveza e maciez, a fibra de bambu oferece proteção contra os raios UV, absorve facilmente a umidade, garantindo total transpiração.
Outra vantagem da fibra natural é não formar aquelas indesejáveis bolinhas. O tecido ainda possui função bacteriostática que continua ativa, mesmo após mais de 50 lavagens, o que na prática se traduz em roupas que não desenvolvem o cheiro desagradável de suor após o uso.
"O investimento em tecidos diferenciados é bem superior ao gasto com tecidos tradicionais, mas certamente vai garantir o sucesso das nossas vendas tanto no Brasil quanto no exterior", aposta a empresária.
Camisaria
Após trabalhar onze anos com confecção e dois anos com tinturaria, Cleide decidiu montar a própria empresa. A Leaders Club Camisaria foi criada há três anos em Indaial, distante cerca de 170 quilômetros de Florianópolis, capital do estado catarinense. Dois funcionários auxiliam a empresária com a modelagem das camisas, definição da cartela de cores de cada estação e tipos de tecidos.
A produção das peças é terceirizada para fábricas da cidade. "Hoje produzimos em média 2.500 peças ao mês, mas assim que chegarem os novos clientes a produção pode chegar a 20 mil peças mês", garante.
No mercado interno as peças são vendidas para os estados do sul do Brasil – Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, e também para Manaus, no Amazonas. "Também estamos buscando representantes para os demais estados brasileiros", diz Cleide.
Contato
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E-mail: cleide.nunes@terra.com.br

