Marina Sarruf
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São Paulo – O potencial do mercado líbio despertou o interesse do diretor-executivo da Associação Brasileira de Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratório (Abimo), Hely Maestrello, que está no país árabe. Ele quer organizar uma rodada de negócios com empresários da Líbia em 2009. “É um mercado fabuloso com potencial muito grande. Temos muita chance”, afirmou o executivo.
Nos últimos dois dias, Maestrello se encontrou com diversos representantes do setor na Líbia. “Os encontros superaram as minhas expectativas, não esperava que fossem tão produtivos. Foi uma oportunidade ímpar para nós da Abimo”, disse ele, que está sendo acompanhado pelo secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby.
Ontem, o secretário-geral do Comitê Gerenciador de Feiras da Líbia, Gamal Al Lamushe, disse a Maestrello que virá ao Brasil para conhecer a feira Hospitalar, que será realizada em junho, em São Paulo. O diretor da Abimo também falou do interesse da entidade em participar, em maio do próximo ano, da feira de equipamentos médicos que será realizada no país árabe. “Vamos tentar colocar o evento no projeto Apex (Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos) e organizar uma rodada de negócios, seminários e divulgar a presença brasileira no mercado”, afirmou Maestrello.
A feira de equipamentos médico-hospitalares da Líbia é um evento internacional, que conta com a participação de 165 empresas de 22 países, entre eles, Itália, Alemanha, China, Malásia e Espanha. De acordo com Maestrello, o Brasil tem mais chances no mercado líbio com equipamentos de médio e grande porte para linha de anestesia, respiradores, raios-X, incubadoras, implantes ortopédicos, entre outros.
Segundo o diretor da Abimo, a maioria dos equipamentos na Líbia é importada de países europeus e tem um preço muito elevado. “O Brasil pode entrar no mercado como uma alternativa. Temos preços mais acessíveis e produtos de qualidade”, disse.
Para saber um pouco mais sobre as normas e certificação dos produtos e equipamentos médicos importados, os representantes brasileiros visitaram o Centro Nacional de Metrologia de Produtos, onde foram recebidos pelo chefe do escritório de certificação, Khaled Bem Kher. As normas exigidas pelo mercado líbio são as mesmas utilizadas pela União Européia. No entanto, as especificações e os manuais de funcionamento devem ser apresentados em inglês e árabe.
Ainda ontem, os brasileiros visitaram a clínica privada Al Fardous, que oferece serviços de obstetrícia, maternidade e atendimento urológico. O médico e proprietário da clínica, Ahmed M. Zarrug, disse que importa equipamentos da Alemanha, Itália, China, Espanha e também já importou um respirador de uma empresa do Paraná. Segundo o médico, a clínica importa diretamente dos fornecedores e o imposto de importação para equipamentos médicos, cirúrgicos e odontológicos é zero.
Ontem foi o último dia de atividades de Maestrello na Líbia. Seus encontros foram agendados paralelamente à Feira Internacional de Trípoli, que segue até sábado (12). O evento multissetorial conta com um estande da Câmara Árabe.

