São Paulo – Agência de Abu Dhabi lançou iniciativa para o monitoramento e a preservação de manguezais na região do Golfo Arábico. Em colaboração com o Grupo de Especialistas em Manguezais da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), a Agência Ambiental de Abu Dhabi (EAD) desenvolveu um kit com métodos práticos e científicos para a realização do trabalho.
Chamado formalmente de Kit de Ferramentas (Toolkit) para Monitoramento do Ecossistema de Manguezal na Região do Golfo Arábico, trata-se de um conjunto de guias e diretrizes desenvolvido para a atuação com os manguezais em ambientes dos países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, na sigla em inglês), bloco formado por Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Kuwait e Omã.
De acordo com informações publicadas nesta segunda-feira (23) na Emirates News Agency (WAM), agência de notícias oficial dos Emirados, o kit combina abordagens avançadas, como o DNA ambiental (eDNA), com métodos simples e acessíveis que podem ser usados por profissionais, entidades governamentais, organizações não governamentais (ONGs), entre outros.
Ao padronizar metodologias e oferecer orientações claras, o kit possibilita avaliações mais precisas da saúde dos ecossistemas, capacitando tomadores de decisão e ambientalistas com o conhecimento necessário para planejar, adaptar e ampliar os esforços de preservação dos manguezais de forma eficaz.
A diretora da Divisão de Biodiversidade Marinha da EAD, Maitha Mohamed Al Hameli, disse que o conjunto de ferramentas é um divisor de águas na região. “Por muito tempo, o sucesso foi medido pelo número de mudas de mangue plantadas. Agora, temos um guia prático e baseado na ciência que garante que essas mudas e ecossistemas sejam monitorados, protegidos e restaurados de forma eficaz”, disse.
O kit de ferramentas foi desenvolvido no âmbito da Iniciativa de Manguezais de Abu Dhabi (ADMI), com parceiros, incluindo a empresa de petróleo de Abu Dhabi ADNOC, a Embaixada Britânica nos Emirados e a Sociedade Zoológica de Londres (ZSL). Ele é resultado da colaboração que reuniu a EAD, membros do Grupo de Especialistas em Manguezais da IUCN e cientistas renomados, incluindo Norman Duke, uma autoridade mundial em manguezais, e Stefano Cannicci e Sara Fratini, da Universidade de Florença.
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