Emirates News Agency*
Abu Dhabi – O valor das ações negociadas nas sete bolsas de valores do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), união aduaneira que inclui Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait, Catar e Omã, dobrou em um ano e alcançou a marca de US$ 1 trilhão, segundo estudo da consultoria PriceWaterhouseCoopers.
Há bolsas de valores nas capitais de cada um dos países, ou seja em Riad, Abu Dhabi, Manama, Cidade do Kuwait, Doha e Mascate, e outra em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Os mercados da Arábia Saudita, Catar e Emirados são os mais ativos na região, segundo o relatório, tendo ações que se valorizaram de 30 a 40 vezes. No setor energético, alguns papéis chegam a se valorizar de 50 a 80 vezes no ano.
Diferentemente do passado, quando grande parte do capital árabe saía da região para os mercados de capitais no exterior, atualmente, segundo o relatório, investidores estão mantendo seu dinheiro dentro do GCC, segundo informa o jornal árabe Emirates Today.
Embora o valor total das ações negociadas ainda esteja muito abaixo do de outras bolsas de valores, analistas estão preocupados com a possibilidade da apreciação ser uma bolha. 0 relatório cita o caso da Aldar Properties and Finance House, companhia de investimentos imobiliários e financeiros nos Emirados, cujas ações cresceram 900% no ano, e do Banco Al Bilad, da Arábia Saudita, cujas ações cresceram cerca de 1.500% desde que começaram a ser negociadas em bolsa, no início deste ano.
Segundo o relatório da Price, entretanto, a valorização é motivada pelos bons lucros das empresas e pela participação maior da população árabe no mercado de capitais. "As pessoas estão participando nas economias dos países. A população pode comprar participação nas empresas", explicou o diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Oriente Médio e Ásia Central, Mohsen Khan, em entrevista ao jornal financeiro inglês Financial Times.
Segundo o Instituto para Finanças Internacionais, uma organização global que inclui representantes dos maiores bancos de varejo e investimentos do mundo, cerca de US$ 1,8 bilhão entrou no mercado através de novos lançamentos de ações em 2004 e US$ 4 bilhões nos primeiros seis meses de 2005.
De acordo com o relatório, enquanto os países do Golfo, que têm bastante dinheiro disponível em função dos preços elevados do petróleo, promoveram reformas e expansão dos seus mercados de capitais, as economias do ocidente vêm sofrendo e suas bolsas de valores têm apresentado resultados fracos, de acordo com a PriceWaterhouse.
Segundo a consultoria, agora bancos estrangeiros estão se inscrevendo para participar das novas zonas francas do setor financeiro que estão sendo criadas no Catar e em Dubai, após a confirmada a liquidez das bolsas nas nações árabes.
Ao mesmo tempo, os bancos árabes parecem dispostos a dominar o mercado de finanças islâmicas que criaram e que expande rapidamente ao redor do globo, em média 15% ao ano.
Enquanto medidas protecionistas caem devido ao avanço da proposta de união monetária e aduaneira do GCC, que deve entrar em vigor em 2010, os bancos árabes também expandem seus negócios para a África e Ásia.
*Tradução de Mark Ament

