São Paulo – Nos 12 meses de setembro de 2010 ao final de agosto de 2011, o Aeroporto Internacional de Erbil, no Iraque, recebeu 555.714 passageiros, expansão de 39% na comparação com os 399.603 nos 12 meses anteriores, segundo o site árabe de notícias de economia AMEInfo. A expansão coloca o terminal na lista dos que mais crescem no mundo.
O movimento de cargas no aeroporto de Erbil, capital da região do Curdistão, alcançou 10,7 mil toneladas nos primeiros oito meses de 2011, superando o movimento em todo o ano passado. Na comparação com os primeiros oito meses de 2010, o crescimento foi 62%. Em julho, o aeroporto teve seu maior movimento, com 66.599 passageiros. No final de agosto, o aeroporto contava com voos para 25 cidades dentro e fora do Iraque.
Este ano, o aeroporto de Erbil ganhou novos voos, entre eles uma rota da Egypt Air para o Cairo, com três voos por semana. Outros voos tiveram suas frequências ampliadas, como o da Turkish Airlines para Istanbul, que passou a ser diário, contra três frequências por semana anteriormente. Já a Etihad, passou a voar entre de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para a cidade iraquiana quatro vezes por semana. Antes ela voava apenas duas vezes.
O aeroporto deve receber mais voos em breve, como um da Pegasus Airlines, de Ankora, no Mali, que começará a operar a partir deste mês. Deve ser inaugurado também um voo partindo de Teerã, no Irã.
O aeroporto, que custou US$ 365 milhões, foi desenvolvido pelo britânico Scott Wilson, especialista em obras de infraestrutura, e as obras foram executadas pela construtora turca Makyol. Ele tem capacidade para três milhões de passageiros ao ano e sua pista tem 4,8 mil metros, uma das mais longas do mundo.
Segundo o diretor do aeroporto, Talar Salih, Erbil vive grande desenvolvimento e o aeroporto é fundamental para o crescimento. “A construção do aeroporto consumiu grande investimento, mas já demonstra ser uma decisão acertada. Ele apresenta crescimento recorde, apesar das incertezas na economia mundial, e esperamos continuar crescendo nos próximos anos, embora menos do que os 39% dos últimos 12 meses. A expansão no movimento de cargas também é muito animadora e esperamos receber novas cargas e serviços no futuro.”
*Tradução de Mark Ament

