Isaura Daniel
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São Paulo – Tunísia, Egito e Marrocos não são grandes compradores de sucos e frutas brasileiras. Mas podem passar a ser. É com esse objetivo que o Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf) vai participar da missão aos três países do Norte da África que a Câmara de Comércio Árabe Brasileira e a Agência de Promoção das Exportações e Investimentos do Brasil (Apex) vão promover entre os dias 28 de maio e 05 de junho.
"Apesar de este ser um grande mercado, os países que serão visitados não têm mantido grande escala de compra de frutas e derivados. Porém, o potencial deles para importação de sucos e frutas é bem interessante e o Brasil possui grande capacidade de suprimento", diz o consultor internacional Paulo Passos, que vai representar o instituto na missão. O Brasil produz ao redor de 40 milhões de toneladas de frutas ao ano.
Entre os três países, o Egito e a Tunísia importaram sucos e frutas frescas do Brasil em 2006. O Egito gastou US$ 83 mil em frutas brasileiras. A Tunísia adquiriu US$ 240 mil em frutas e US$ 40 mil em sucos. O potencial destes mercados, porém, é bem maior. O Egito consome ao redor de 118 milhões de litros de sucos por ano. Já o Marrocos importa ao redor de US$ 47 milhões em frutas e sucos e a Tunísia cerca de US$ 21,7 milhões.
O objetivo da participação do Ibraf na missão, segundo Passos, é abrir novos mercados, promover os sucos e frutas brasileiras junto a possíveis importadores, abrindo canais para futuras negociações. O representante do instituto pretende verificar a possibilidade de realizar visitas técnicas a áreas de produção locais e a distribuidores na viagem. "Para conhecer as potencialidades da região e oportunidades de negócios", diz Passos.
O consultor lembra que Marrocos, Tunísia e Egito formam um mercado de cerca de 120 milhões de habitantes e que o Norte da África é destino de 40% das exportações brasileiras para o mundo árabe. "O mercado do Norte da África, com seus habitantes e possibilidade de extensão à Europa e Oriente Médio, em função do posicionamento estratégico, garante a abertura de enormes canais de comercialização para sucos tropicais brasileiros", diz Passos.
O Ibraf costuma fazer ações no exterior para promover o setor de sucos e frutas do Brasil. No mundo árabe, o instituto participou, em janeiro, da Gulf Food, feira de alimentos que ocorreu em Dubai e gerou negócios de US$ 400 mil para as empresas brasileiras. Na ocasião, cinco companhias nacionais integraram a mostra, que deve render US$ 3 milhões em negócios nos próximos 12 meses.
No segundo semestre deste ano, o Ibraf vai realizar também, em Dubai, o Brazilian Fruit Festival. A ação prevê promoção, degustação e comercialização de frutas frescas brasileiras e seus derivados em redes de varejo locais.
A missão
Além do Ibraf, vão estar representados na missão 23 empresas e entidades brasileiras. As associações são dos setores de frutas e sucos, componentes para couro, calçados e artefatos e equipamentos médicos e hospitalares. As empresas são de setores como alimentos, bebidas, insumos para panificação, componentes para calçados, equipamentos de irrigação, ferramentas e material de construção.

