Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou hoje (17) o Plano Safra 2010/2011 da Agricultura Familiar, que irá disponibilizar R$ 16 bilhões em recursos para financiamento da produção, R$ 1 bilhão a mais do que no ano passado. Entre os destaques do plano está a redução dos juros para custeio, de 5,5% para 4,5% ao ano, e para investimentos, de 5% para 4% ao ano, nas operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Dos R$ 16 bilhões do Plano Safra, R$ 8,5 bilhões serão destinados às operações de investimento e R$ 7,5 ao custeio. Outras mudanças são os novos limites de financiamento para linhas de crédito com o Pronaf Jovem, que tem o limite individual ampliado de R$ 7 mil para R$ 10 mil e do Pronaf Agroindústria, que passa de R$ 18 mil para R$ 20 mil.
O anúncio foi feito na abertura da 7ª Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária – Brasil Rural Contemporâneo, na Concha Acústica, em Brasília. A mostra reúne 650 empreendimentos familiares e tem extensa programação cultural. Ela vai até domingo (20) e a entrada é franca.
O evento conta com a Praça da Biodiversidade, que reúne 24 empreendimentos estimulados como alternativa econômica ao desmatamento nos biomas Amazônia, Cerrado e Caatinga. Mais de cem produtos da biodiversidade brasileira estarão expostos, entre alimentos, artesanatos, biojoias e cosméticos. A inauguração da Praça ocorre às 18h30, no Espaço Institucional do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Em discurso, Lula disse que no seu governo foi criado o maior número de reservas ambientais e que é preciso também discutir uma forma para que as famílias tenham renda com a proteção da floresta.
"Não podemos só ficar fazendo mais reserva, é preciso que a gente comece discutir o que fazer dela para que as pessoas possam tirar proveito. De vez em quando a gente faz uma reserva e é pego de surpresa com desmatamento e venda de madeira lá. Os ministérios devem se juntar para discutir formas para que a reserva não seja apenas uma fonte de preservação, mas de ganha pão", disse.
O presidente apontou como possibilidade não retirar as pessoas que moram nas áreas transformadas em reserva florestal, mas pagar a elas um salário para que se tornem guardas da floresta.

