São Paulo – O agronegócio brasileiro faturou US$ 169,2 bilhões com exportações em 2025, valor recorde que significou também aumento de 3% sobre 2024, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O setor respondeu por 48,5% de tudo o que o Brasil exportou no ano. Apesar da queda de 0,6% nos preços médios, o aumento de 3,6% no volume impulsionou o resultado.
Ao comentar os resultados, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, os remeteu à estratégia governamental de diversificação de produtos e destinos, além da resiliência e do esforço do produtor brasileiro. Segundo ele, o produtor produziu quantidade suficiente para abastecer o mercado interno, ajudando no controle dos preços, e exportou os excedentes, gerando emprego, renda e desenvolvimento para o País por meio de uma agropecuária cada vez mais tecnológica e sustentável.
Segundo o Mapa, o agronegócio brasileiro abriu 525 novos mercados de 2023 até o final de 2025. De acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Luís Rua, esses mercados trouxeram cerca de US$ 4 bilhões em receitas cambiais adicionais. Também impactou a exportação a colheita recorde de grãos que o Brasil teve, com 352,2 milhões de toneladas na safra 2024/2025, maior 17% do que no ciclo anterior. Houve recorde de produção em carnes bovina, suína e de frango.
Os compradores e os produtos
A China foi a a maior cliente do agronegócio brasileiro no exterior em 2025, com US$ 55,3 bilhões em compras, 32,7% das exportações e crescimento de 11%. Na sequência, os outros dois maiores destinos foram União Europeia e Estados Unidos. Entre os principais produtos da pauta exportadora, a soja em grãos manteve-se como o principal item, gerando US$ 43,5 bilhões em receitas, com alta de 1,4%, e volume embarcado recorde de 108,2 milhões de toneladas, aumento de 9,5%.
Superávit
As importações de produtos agropecuários pelo Brasil no ano passado somaram US$ 20,2 bilhões, alta de 4,4% em relação a 2024. Com isso, o saldo da balança comercial do agronegócio, ou seja, a diferença entre o que o setor vendeu e o que comprou do exterior, ficou positivo em US$ 149,07 bilhões para o Brasil.
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