Rio de Janeiro – A atividade agropecuária, a construção civil e os gastos governamentais puxaram o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, a soma das riquezas do país. O PIB teve alta de 6,1% no segundo trimestre de 2008, em relação ao mesmo período no ano passado.
Segundo informações divulgadas hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agropecuária foi destaque com alta de 7,1%, influenciada pelas safras de café, milho e arroz, principalmente.
Em seguida, ainda pelo lado da oferta, está o crescimento do setor de serviços (5,5%) e da indústria (5,7%). Este último, influenciado pelo avanço da construção civil (9,9%), que foi puxado pelos gastos do governo com obras, como as do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Também contaram para o resultado os investimentos correspondentes à formação bruta de capital fixo, que crescem há 12 anos. Em relação ao primeiro trimestre, avançaram 5,4% e na comparação com o mesmo período de 2007, 16,2%.
De acordo com a economista do IBGE, Rebeca Palis, a alta dos investimentos foi influenciada pela importação de máquinas e equipamentos que aumentou, principalmente, com o fim da greve da Receita Federal, ocorrida no início do ano.
Pela ótica da demanda, teve destaque o crescimento dos gastos públicos no segundo trimestre (5,3%), em relação ao mesmo período de 2007. A economista do IBGE explicou que os governos (federal, estaduais e municipais) gastaram mais ao antecipar contratações, restritas em ano eleitoral.
“Como tem essa regra de não poder gastar e contratar nos três meses anteriores à eleição, acaba que [os governos] antecipam gastos, contratações. As obras públicas, o PAC e outras, também geram aumento da construção civil e ajudam a alavancar a taxa de crescimento do PIB.”
Palis informa ainda que, apesar de não ter tido “uma taxa de crescimento muito alta” no segundo trimestre, a administração pública tem peso grande, em torno de 15% do PIB.
O consumo das famílias também cresceu de um ano para o outro. Na comparação entre os segundos trimestres, o consumo familiar avançou 6,7%, sendo a 19° alta consecutiva. Em relação ao primeiro trimestre de 2008, permaneceu praticamente estável, com 1% de variação.

