Da Agência Brasil
Brasília – Neste ano, o agronegócio deve ser responsável por um superávit de US$ 25 bilhões, na balança comercial brasileira, US$ 4 bilhões a mais do que em 2002 (US$ 20,3 bilhões). De acordo com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), isso decorre da recuperação dos preços das commodities no mercado internacional e da retomada dos valores vigentes antes da crise asiática, que devem refletir em ganho de renda para o setor agropecuário.
Mesmo assim, a entidade destaca a necessidade de melhor remuneração aos produtores, o que não estaria acontecendo na pecuária de corte e leite.
Pesquisa da CNA divulgada hoje também informa que o Brasil tem 4,9 milhões de propriedades rurais e 70 mil agroindústrias, o que equivale a 29% do Produto Interno Bruto (PIB). O setor emprega 15,5 milhões de pessoas, o que representa 20% da ocupação da mão-de-obra economicamente ativa.
Além disso, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê, para a safra 2003/2004, uma produção de 129,6 milhões de toneladas de grãos, um crescimento em torno de sete milhões de toneladas em relação à safra passada.
Na avaliação da CNA, o ano de 2003 foi positivo para a maior parte das atividades da agropecuária brasileira. A entidade lembrou a safra recorde de 120 milhões de toneladas de grãos. Apesar dessa “euforia”, o presidente da CNA, Antonio Ernesto de Salvo, destacou que “o conjunto é bom, mas isto não significa que o exército da agricultura vá todo bem".
"A maior parte dos nossos soldados, que estão na produção de leite, na avicultura, na suinocultura, aqueles que têm o café como seu produto principal tiveram um ano ruim, de perda de renda. Já setores muito poderosos economicamente, como cana-de-açúcar e o setor soja tiveram uma renda enorme. É importante muitos irem bem e não apenas poucos. O conjunto da agropecuária precisa todo ir bem, principalmente onde existe muita gente produzindo e isto não foi verdade ainda”, ressaltou.

