Brasília – O Banco Central do Brasil (BC) fará todos os esforços necessários para que a inflação fique no menor nível possível este ano e para impedir que a alta dos preços persista em 2016. A avaliação é do diretor de Política Econômica da instituição, Luiz Awazu Pereira da Silva, que apresentou nesta quarta-feira (24) o Relatório de Inflação.
Segundo o diretor, as elevações da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 13,75%, ainda não são suficientes para fazer com que a inflação fique no centro da meta (4,5%) em 2016. “Achamos que é preciso continuar a trabalhar porque a nossa meta para 2016 é atingir 4,5%”, disse.
A Selic já passou por seis altas seguidas. Essas elevações são tentativas do BC de conter a inflação, que deve estourar o teto da meta este ano. A projeção do próprio BC indica inflação em 9% em 2015. Para 2016, a estimativa é de 4,8%. O limite superior da meta é 6,5%.
Para Awazu, a melhor contribuição que o BC pode dar para o crescimento futuro da economia é entregar a inflação na meta em 2016. “A inflação é um dos piores elementos para a saúde financeira das famílias. Afeta particularmente as famílias de rendas mais baixas.”

